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Friday, June 22, 2007

The land of the free buzz

Via Claudio:

Dutch Cannabis Buyers Face Biometric Testing

"All 15 coffee shops in the southern city are spending about 100,000 euros ($134,000) installing a security system that makes it harder for an under-age cannabis smoker to enter than a terrorist to set foot in Europe, according to Marc Josemans, head of the local coffee shop union."

This reminds me something I’ve always think about: the odd absence of data about the consequences of “drug liberalization” in the Netherlands. For such a unique and grand experiment one would think that loads of data would be available.

Now considering the message sent by this type of measure and also considering the fact that the so called liberalization has not moved forward (Why 5 grams? Why only pot?) I assume that not everything is roses in the land of the free buzz…

Wednesday, June 20, 2007

Death penalty works

A series of recent studies claims to settle a hotly debated argument -- whether the death penalty acts as a deterrent to murder.

The analyses say yes. They count between three and 18 lives that would be saved by the execution of each convicted killer.

"I oppose the death penalty," said Naci Mocan, an economics professor. "But my results show that the death penalty [deters] -- what am I going to do, hide them?''

Thursday, March 08, 2007

Drug use on decline

Two good news:

- Workplace drug use hits lowest on record
- Poll: Youth alcohol, drug use on decline

So, is the "war on drugs" working?

Back in LALA land, it looks like the medical marijuana boongoggle is falling apart.

Thursday, June 22, 2006

Superman is not gay

Foi bem interessante essa discussão lá no LLL.

Unfortunately, the left is doing what it always does: It is trying to solve a problem by creating another ,usually bigger problem (Alex defines himself as a libertarian but in this case his opinion is not libertarian at all. More on that later).

Talking about the “gay issue”, I believe there are actually two sides to be considered: the public and the private.

On the public side, an issue does exist. It is the fact that the government provides economic and legal incentives for hetero couples that are not provided for any other type of group. Conservatives justify such incentives based on the theory that traditional couples provide stability to society, and that it is in the country’s interest to provide rewards for being married and have children. Some data supports these claims. However, the legal benefits (inheritance issues, hospital visit rights, etc) are still an inheritance of the social/religious value attributed to traditional marriage. These are justified only by moral standards.

The libertarian approach to this situation is that government should not be involved in these issues at all. No incentives should have been given to hetero couples, not economic nor legal. If the government wants to promote the option of getting married, it should do it in a non-intrusive way (ads, speeches, etc). Civil unions could be created to solve legal arrangements, but no public subsidy should have been attached to them.

The progressive approach on the other hand, is to expand the problem by providing the same benefits to same sex couples. From the start this would increase the size and cost of these programs, which is always messy. Also, it would open a legal argument that could ultimately justify similar incentives to a number of other groups (like polygamists), compounding the problem in many unexpected ways.

These 3 positions are clear, just like in any other economic discussion. That's until we start to look into the private aspects of the debate.

Homosexuals are discriminated in several ways for many reasons. By definition, if any conflict involves violence it becomes responsibility of the State and therefore a public issue. In the past, the government turned a blind eye on these cases. Now a days, almost everyone agrees that these attacks are a shame and should be punished. There is no controversy there anymore.

But there is much more involved here besides violence.

Conservatives and libertarians believe the government should not directly interfere on private deals. It should not dictate how much money you make, who companies can hire and why they fire people. The left wants to make sure everybody is equal. One of the ways to promote this objective is by social pressure aimed to convert these private issues into public issues.

This is very simple, and unfortunately it has been working effectively for quite a while. The way they apply this strategy is by moving away from the concept of individual responsibility and into the “it is just something different” reasoning. That’s because if there are no better choices, or even better conditions, everyone is the same and any distinction in any area made between two individuals is pure discrimination.

Looking back at the LLL discussion, you can see that the great majority of people (Alex included) are happy to follow the “it is just different” tag line. Maybe unconsciously, they have completely accepted the fact that the final goal is not public justice for gays, but private equality. If you don’t believe that being gay is as desirable as being hetero you are a bigot racist monster.

Just like being strong is not better than being weak, being smart is not better than being dumb or being sober is not better than being wasted out of your mind. If everybody is special, nobody really is. Not even superman.

Friday, June 16, 2006

Individualismo, esse monstro

Artigo fantástico esse do Le Monde.

Como bom cidadão solidário, aqui vai o texto para vocês pobres irmãos injusticados que não podem ler o conteúdo pago:

"Vitória do neoliberalismo torna virtude o que era visto como um defeito: o individualismo

Análise: França solidária x França liberal - o país está dividido entre os defensores de um projeto coletivo e do interesse geral, e os expoentes do individualismo neoliberal e do "cada um por si"

Jean-Louis Andreani
Em Paris

Esperança coletiva, solidariedade social e política...

Essas palavras eram as mais utilizadas em maio e junho de 1936 (quando a Frente Popular, uma coalizão dos partidos de esquerda então no poder, instituiu muitas leis trabalhistas, tais como a das férias remuneradas). Setenta anos depois deste "belo verão", o contraste é espantoso entre a França da Frente Popular, por vezes ingênua com o seu entusiasmo excessivo, em particular no plano internacional, e aquela do verão que está começando: não há mais nenhum projeto coletivo, instaurou-se uma angústia social multiforme, enquanto a solidariedade está em frangalhos diante dos avanços de uma verdadeira ideologia do individualismo.

De fato, uma nova linha divisória veio se sobrepor às diversas fraturas que já tomaram conta do país, para desenhar duas Franças: a da solidariedade, e aquela do "indivíduo-rei", que por vezes vem a ser a do cada um por si.

Vale reconhecer que, no âmbito da população, a generosidade e o cuidado com os outros sempre se opuseram ao egoísmo e à indiferença. Mas a vitória das idéias neoliberais, a partir dos anos 80, proporcionou ao individualismo uma justificativa política e econômica.

Combinada com o fim das grandes esperanças coletivas das quais se alimentava a esquerda, a consagração do neoliberalismo transformou numa virtude aquilo que era anteriormente considerado como um defeito francês. Simultaneamente, o advento de uma sociedade cujos valores essenciais são o indivíduo e o dinheiro fortaleceu ou recriou a necessidade de solidariedade entre aqueles que ficam entristecidos com esta evolução num plano humano ou que a recusam de um ponto de vista político.

De um lado, portanto, temos uma França seduzida pelas idéias liberais. Para ela, o indivíduo é o conceito essencial, a concorrência o melhor regulador da sociedade, a lei do mercado uma regra intangível e salutar. A defesa das conquistas sociais, a recusa do crescimento das desigualdades, ou ainda a intervenção da potência pública na economia, acabaram sendo marcadas pelo selo do "arcaísmo", ou, até mesmo, do "partidarismo oculto do comunismo".

O princípio de precaução (segundo o qual medidas precisam ser tomadas quando existem razões suficientes para acreditar que uma atividade ou um produto pode causar danos à saúde ou ao meio-ambiente), que está inscrito na Constituição, não passa de um sinal de cautela excessiva e de recusa do progresso. Com isso, uma certa indiferença para com os outros, fora do circulo familiar e das relações privadas, é com freqüência o corolário dessas idéias, mesmo se ela não é confessa ou assumida.

Do outro lado, a França solidária revolta-se contra a exclusão; fica indignada com as desigualdades que existem tanto na França como no resto do mundo; defende os serviços públicos "à francesa"; recusa a preeminência econômica das idéias liberais, agita-se no âmbito daquilo que de vez em quando vem tomando as aparências de uma "contra-sociedade" nostálgica dos grandes movimentos do passado. Não raro esses militantes da solidariedade se sentem decepcionados com a política, na qual eles não mais encontram o que procuram para satisfazer sua vontade de engajamento coletivo.

O crescimento avassalador desta necessidade de solidariedade é perceptível de diversas maneiras. Assim, em 21 de maio, dezenas de milhares de pessoas manifestaram em Paris com música e debaixo da chuva, tendo como única palavra de ordem a solidariedade internacional para com os países do Sul duramente atingidos pela pandemia de Aids. Da mesma forma, pela primeira vez, a editora Autrement publica um "guia da solidariedade" chamado a se tornar anual --"Ensemble, Initiatives solidaires en France, Guide 2006" ("Juntos, iniciativas solidárias na França, Guia 2006", editora Autrement, 320 pág., 18 euros).

A discrepância volta a ser encontrada em relação à concepção da Europa, das relações internacionais, etc. Ela se reproduz nas forças políticas, sociais, na Igreja. Sem estarem engajados à esquerda, alguns cristãos recusam uma doutrina que deixa os mais fracos "à beira do caminho". Nas periferias, eleitos de direita sabem que apenas uma forte solidariedade dos habitantes entre eles e do país com elas poderia permitir às suas comunas saírem da situação de crise e do marasmo.

Ainda no campo da direita, alguns eleitos locais constatam os danos sociais provocados pelo aumento dos preços no setor imobiliário e lamentam que apenas o mercado governe o acesso à moradia. Inversamente, uma parte da esquerda moderada mostra-se sensível ao canto das sereias liberais. En particular, este é o caso da "esquerda caviar", conforme sublinha Laurent Joffrin no seu livro, "História da Esquerda Caviar" (editora Robert Laffont).

A fratura
A fratura/ruptura entre essas duas Franças talvez seja mais profunda do que aquela que opunha a direita e a esquerda durante os anos 60 e 70. Na época, ambas agiam em nome do interesse geral, mesmo se os dois campos tinham uma idéia diferente do que esse interesse vinha a ser.

Hoje, os liberais os mais radicais, ou os mais sinceros, contestam a própria existência deste interesse geral. Eles escoram sua concepção nos princípios de Adam Smith, um economista escocês do século 18, segundo o qual a situação mais adequada para todos resulta do livre jogo da busca, por parte de cada um, do seu interesse pessoal.

O pai do liberalismo econômico morreu em 1790, um ano depois do início da Revolução francesa, que fundamentou justamente uma filosofia política inversa: desde 1789, toda a história política da França foi construída em função da idéia de que o Estado republicano representa e defende um interesse geral que não resulta da soma dos interesses particulares.

Ora, os neoliberais os mais radicais, dentro da linhagem dos postulados fundamentais do thatcherismo (definidos por Margaret Thatcher, que foi primeira-ministra do Reino-Unido de 1979 a 1990), preferem ficar excluídos deste consenso.

Assim, um site na Internet intitulado "A página liberal, a atualidade dentro de uma visão liberal", publica um texto cujo autor, Georges Lane, sublinha: "Aos olhos da classe política e dos meios de comunicação, é considerada ultra-liberal toda pessoa que raciocina a partir do ser humano (...) e não a partir do conceito vago de "sociedade", toda pessoa que sustenta que o ser humano (...) age em função do seu interesse pessoal e não levando em conta um suposto interesse geral".

Este texto remete ao de um outro autor, que expõe suas idéias, entre outros, no site do Instituto Hayek, o qual goza de uma audiência importante. Sob o título "A Raposa no Galinheiro", François Guillaumat sustenta que "a opção de não interferir na vida política, econômica e social" não sacrifica (...) o interesse "da sociedade aos interesses particulares", uma vez que "só existe um interesse (...) para seres vivos individuais". Este texto afirma também que todo "poder político se baseia em última instância no poder de prejudicar, na capacidade de destruição".

Vale reconhecer que o extremismo que esses textos expressam não é compartilhado pelo conjunto dos liberais franceses. Mas o questionamento do papel do Estado, e até mesmo da ação política em si, a visão muito individualista da sociedade, são efetivamente a fonte da sua abordagem.

É difícil dimensionar ao certo a importância relativa das duas Franças, a solidária e a liberal. Em todo caso, é certo que elas não mais se entendem e que elas conversam cada vez menos entre elas. O seu principal ponto de encontro talvez seja a apropriação das novas tecnologias no manuseio das quais, por meio de utilizações diferentes, as duas são exímias. É muito pouco para alimentar a coesão de um corpo social."


Enquanto isso, na terra dos montros desiguais e gananciosos, o homem mais rico do mundo vai se aposentar para poder dedicar mais tempo a sua fundação. Ele já disse que o plano é doar 95% da sua fortuna.

Ah, a realidade, essa destruidora de sonhos.

Friday, June 02, 2006

Quando 2+2 = 5

A parte mais interessante dessa notícia sobre o Partido dos Pedófilos holandês é a explicação deles para a proposta de diminuição da idade legal para relações sexuais para os doze anos (e eventualmente sem limite algum):

"A proibição serve apenas para deixar as crianças curiosas".

Parece absurdo, mas não podemos esquecer que essa lógica criminosa é a mesma usada pelo pessoal que prega a legalização de drogas. É a idéia louca de que o aumento da disponibilidade e consequente diminuição de preço de um produto tabu X (drogas, pornografia, planos de saúde, etc) terá um efeito diretamente oposto ao aumento da oferta de qualquer outro produto "não tabu", isto é, diminuição da demanda.

O mais estranho é que esse pessoal "progressista" vive repetindo que o crime é conseqüência direta do ambiente social, que crime produz crime, mas ao mesmo tempo acredita que um ambiente aonde drogas são socialmente e criminalmente aceitas será de alguma forma menos acolhedor às drogas e todas as suas unintended consequences.

Loucura pura.

Saturday, April 22, 2006

O perigo da equivalência moral

Um dos artifícios mais usados pelos socialistas para justificar suas medidas de Social engineering é a equivalência moral.

A lógica é simples: Quando qualquer mal é igualmente perverso, fica muito mais fácil justificar as atrocidades cometidas pelos partidões da vida. Afinal, qualquer pessoa, qualquer país, é cheio de defeitos por menores que sejam.

Infelizmente essa idéia se expandiu de uma maneira incrível, e hoje em dia é um dos problemas mais evidentes da cultura ocidental. E eu nem estou falando mais sobre a discussão entre comunismo e capitalismo. O problema atual é bem pior.

Hoje mesmo eu vi vários exemplos desse tipo de comportamento. Primeiro, um radio host aqui de Seattle chamado Michael Medved, entrevistou um sujeito chamado James Reston Jr, autor desse editorial absurdo no USA Today, aonde ele compara os EUA atual com a Espanha da época da inquisição.

O Medved tentou de todas as formas entender como é que este cara podia comparar um período com o outro, e tudo que o tal escritor dizia é que Guantanamo era um absurdo.

Oras, eu mesmo não concordo com a situação de Guantanamo. Mas comparar a prisão de 500 prisioneiros de guerra com a perseguição e assassinato de milhares de pessoas (estima-se pelo menos 125 mil mortos) que cometerem o único erro de não acreditar no mesmo Deus que o Rei é um completo e total absurdo.

É tão absurdo quanto comparar a tortura daquela época, como a famosa Iron Maiden, com a "tortura" de hoje, que pode incluir música alta da Cristina Aguilera ou ser interrogado por uma mulher de saia.

Qual é o perigo prático desse tipo de falácia? Este. Vejam o seguinte parágrafo:

"E nem adianta discutir quem tem razão, quem tem moral ou não tem. Ao contrário da Segunda Guerra Mundial, quando os dois lados antagônicos se tornaram precisos, sendo fácil distinguir o Bem do Mal, no terceiro conflito que estamos vivendo a confusão é geral."

Por maiores que sejam os erros americanos, a simples idéia de que um brasileiro não sabe qual lado deve apoiar é altamente preocupante.

É esse tipo de irracionalidade que faz esse pessoal aceitar na boa declarações absurdas como essa, políticas assassinas como esta, e continuar enchendo o peito quando dizem que o Bush é o demônio na terra.

Esta é uma das vantagens, talvez a maior, que esses bárbaros atuais tem: Eles não tem dúvida nenhuma sobre de que lado estão.

Friday, November 04, 2005

Bushigans, Parisians, e "movimentos" em geral

Sempre achei protestos de rua uma farsa. Ou sendo mais específico, sempre achei esse tipo de manifestação supervalorizada ao extremo.

Primeiro, por maior que seja o número de pessoas que atendam esses eventos, é sempre uma minoria ínfima. Afinal, 30 mil pessoas representam menos de 0.01% de um país de 40 milhões como a Argentina. E mais, não é preciso ver essas passeatas para saber a opinião popular. Imprensa, eleições, mídia, etc, cuidam desse aspecto.

Segundo, essa noção de que "levar uma mensagem à rua" cria automaticamente qualquer tipo de benefício é uma enorme ilusão. Todas essas manifestações no Brasil contra a criminalidade não levaram a nada. Na época da guerra fria (aonde ocorreu a maior manifestação de todos os tempos, na Alemanha) nada mudou. Na grande maioria das vezes, essas são somente mais uma desculpa para pintar a cara, fazer showzinho na paulista(constitution av./central park/o que seja), e quem sabe sair na Globo (CBS/RAI/etc) com seu cartaz "revolucionário".

A única coisa que essas aglomerações quase sempre conseguem é acabar em violência. Mais uma oportunidade para jogar pedras na polícia, queimar um carro, roubar a carteira de um, invadir a loja de outro, who knows.

E quando não levam diretamente à violência, essas passeatas são simplesmente descartáveis. Agora na França por exemplo, algumas guangues se revoltaram e estão lá fazendo um puta estrago por nada. Queimam lojas, escolas, e até matam passageiros deficientes. A primeira reação dos moradores afetados foi de fazer passeatas contra a violência, mas como nada mudou, já estão falando em formar milícias caso a polícia não tome alguma atitude mais dura.

Me lembra a história dos hooligans. Muita gente queria achar alguma mensagem naquele "movimento" dos torcedores ingleses, mas no fim das contas eles não eram nada além de arruaceiros que abusavam da leniência da polícia inglesa. Quando o cerco aumentou, e gente começou a ser presa, vupt! sumiram os hooligans.

Eu sei que é fácil gostar da idéia de desobediência civil não-violenta (cudos para Thoreau), e eu não duvido que em certas situações esses ideais sejam necessários. Apesar de que, através da história, esse conceito foi manipulado por pequenos grupos de interesse e trouxe muito mais atraso do que avanços. But I digress. O ponto é que na grande maioria da vezes, como agora nesses protestos contra o Bush, tudo isso é somente uma desculpa para fazer uma confusão desnecessária.

Afinal, o que esses protestos pretendem conseguir? Será que existe qualquer possibilidade de que um presidente eleito pelo seu povo mude de idéia sobre o que for por causa de protestos de estrangeiros?

O máximo que eles podem conseguir é fazer com que ele não venha no próximo encontro. Ou que investidores tirem seu dinheiro do país com medo de tanta instabilidade social. E como isso pode ser benéfico para qualquer um, eu sinceramente não sei.