Saturday, September 09, 2006

Schwartz, and the WW2 analogy

Stephen Schwartz é um cara interessante.

Filho de pai judeu e mãe protestante, virou muçulmano. Segue a escola Hanafi, uma das facções 'modernas' do islã. É altamente critico do Wahabism (escreveu The Two Faces of Islam: The House of Sa'ud from Tradition to Terror).

Politicamente, Schwartz era esquerda (seguidor de Trotsky, integrante da Social Democrats USA) e virou "neocon" (aqui ele fala um pouco sobre essa mudança).

Schwartz foi a favor e continua a defender a Guerra no Iraque. Ele tambem é especialista na Guerra Civil espanhola (escreveu Spanish Marxism vs Soviet Communism: A History of the P.O.U.M).

Neste artigo da Weekly Standard, ele compara os dois conflitos e mostra que, apesar das claras diferenças, existe um paralelo importante.

Enfim, mais uma analogia com a WW2. Não sei muito sobre a Espanha de 36, mas baseado no artigo, a idéia de que o Iraque virou uma importante proxy war faz sentido. Nos dois casos, fica clara a necessidade de trade-offs para acalmar conflitos locais antigos. Fica também clara a influência de ideologias opostas, a importância geopolítica, e o velho reflexo isolacionista de quem não consegue (ou não quer) enxergar a real relevância do problema.

Agora, the tough question: Será que Hitler teria sido detido se a Inglaterra tivesse se metido no caminho de Franco? Ou será que seria somente uma perda de recursos que no fim das contas ajudaria o Eixo 3 anos mais tarde?

Esse é, na minha opinião, o único debate legítimo sobre a Guerra do Iraque.

5 comments:

hermenauta said...

"Proxy war" contra quem ?

Até a CIA admite que Saddam não tinha nada a ver com Osama e a Al-Qaeda _ pelo contrário, os consideravam um perigo e os perseguia.

Se paralelo há, é entre a política externa de matizes imperiais de Bush e o exercício nazista da tomada do poder na Espanha.

Paulo said...

Ho ho ho, esse negocio de ter que aprovar comentarios doi.

Smarto, o proxy aqui eh a guerra contra estados que financiam terrorismo. A Alqaeda eh somente um componente entre varios. O Ira, por exemplo, nao tem liagacao comprovada com a Alqaeda. E nem por isso os EUA nao tem motivo para aatacar e linkar esse com a gurra geral contra o terrorismo islamico internacional.

E mais: essa historia de que o Saddam nunca se aliaria com o Bin Laden podia colar ha 10 anos atras, mas hoje chegar a ser insano dizer algo do tipo. Por essa logica fantastica, a afinidade do Hamas e Hezbola eh coisa da carochinha.

Vc pode continuar com suas fantasias de imperio e conspiracoes megalomaniacas, mas podia pelo menos atualizar as doideras conforme o tempo passa.

Cláudio said...

O relator do tal relatório deve ter aplicado uma dose cavalar de botox na cara para poder lê-lo sem rir.

Jorge Nobre said...

Bem vejo que o inglês cachaceiro não é o único.

Eu vou ler o artigo do homem agora. Abraços.

Paulo said...

Eu nem duvido que, ao pe da letra, o relatorio seja correto. Qual tipo de prova pode-se ter desse tipo de conexao? Duvido que antes da ultima guerra no Libano, Hezbola e Hamas tivessem se reunido, assinado atas e concordado num plano de acao.

Guerra assimetrica eh isso ai. Os EUA tinham inumeros motivos para ir atras do Iraque naquele momento. Quem quer continuar fingindo que na epoca a inteligencia nao era o que era, nao ha o que fazer. I mean, o mesmo pessoal que aplaudiu a guerra nos balcans (que tambem tev erros monstruoso de inteligencia) agora quer tratar esse tipo de assunto como se fosse uma coisa simples. A politicagem eh sempre assim.

[]s