Saturday, December 31, 2005

Que venha 2006!

Querem saber porque eu sou otimista?

Vejam essa lista dos 12 cursos universitários mais bizarros dos EUA. Os meus preferidos foram:

- Sex, Drugs, and Rock ‘n’ Roll in Ancient Egypt
- Lesbian Novels Since World War II

E o melhor de todos: "Taking Marx Seriously: Should Marx be given another chance?"

Se os EUA ainda conseguem prosprerar, apesar de todo esse lixo sendo empurrado goela abaixo da juventude pela dita 'elite intelectual', tudo é possível.

Que venha 2006!

Friday, December 30, 2005

Sobre o Irã

Olha, eu sei lá se esse pessoal é louco o suficiente para atacar Israel, os EUA, ou seja lá quem for.

Mas certas imagens valem mais que mil palavras. Dêem uma olhadinha nesses videos. Vejam o #924, da menina de 3 anos e meio falando sobre os "apes and pigs". Ou melhor, vejam o #964. Ou quem sabe o #972.

A pergunta é: Porquê isso não aparece na grande mídia? Porquê o ocidente todo não se une para pelo menos mostrar o ridículo dessa ideologia insana?

Se a CIA peida ou se o Bush espirra, o mundo cai de pau. Enquanto isso, esse tipo de absurdo continua acontecendo e todo mundo deixa pra lá. E ficam tentando achar culpa no próprio quintal quando esses malucos fazem aquilo que foram treinados durante toda vida.

Esse sim é o maior perigo da nossa civilização acabar em desastre: A completa falta de bom senso.

Wednesday, December 28, 2005

Munich

Fui assistir Munich esperando um filme propaganda à favor dos palestinos. Afinal, depois de ler algumas reviews (essa do NYT é um ótimo exemplo) não tinha como esperar algo diferente.

Se o Spielberg realmente tinha esse objetivo eu não sei. Eu só sei que o resultado final não foi o que eu esperava.

A mensagem que eu vi no filme foi essencialmente que violência é algo terrivel. Que qualquer ser humano, por mais forte que sejam seus motivos, não lida bem com o ato de matar. E que a vingança, mesmo quando justificada, nem sempre tem o efeito desejado.

Não vou nem entrar no mérito se o filme apresenta evidências reais para tudo isso. O aviso no começo deixa bem claro que o mesmo não é um documentário. Se as pessoas não conseguem entender esse conceito, e acham que podem usar filmes de Hollywood para aprender história, não é culpa do Spielberg.

O importante é que, no geral, o filme é interessante. Valeu o preço do ingresso.

E no fim das contas, não vejo nada de errado com as premissas do filme. Não tenho a menor ilusão que qualquer conflito violento, seja ele em Israel, Iraque ou New York, não seja horrível. Também acho que, por mais justificada que seja, guerras nem sempre tem o resultado final desejado. Ironicamente, esse é um dos conceitos que a esquerda menos compreende. Mesmo depois do maior exemplo possível na segunda guerra, onde tivemos que escolher entre Stalin e Hitler.

E tem mais: Eu nem discordo que o terrorismo seja motivado por "injustiças". Obviamente, os palestinos acham uma injustiça Israel existir. Assim como os Bin Ladens da vida acham injusto que o mundo não seja um império islâmico.

Intencionalmente ou não, o Spielberg não tenta propor uma solução alternativa à violência. Aliás, nenhum pacifista propõe uma solução alternativa, a não ser os fringe loonies que acham que os 6 milhões de judeus não tem porque temer os 200 milhões de árabes que proclamam aos quatro ventos que a única resolução é a destruição de Israel.

Mas não é porque a violência é inevitável que temos que deixar de reconhecer seus horrores. E nesse aspecto, Munich foi muito bom.

Saturday, December 24, 2005

Thursday, December 22, 2005

Pobre América do Sul

Mais um maluco no poder. Mais um passo para trás.

A parte mais decepcionante dessa eleição do cocaleiro Morales não é a nacionalização das indústrias bolivianas, nem sua política pró-coca. Nem mesmo quem ele considera seus amigos e seus inimigos.

O pior foi ver que na perdeu-se um país que, apesar dos muitos pesares, vinha caminhando na direção certa.

(Heritage Foundation e Fraser Institute)


A Bolívia estava desmoronando em 1985, quando algumas reformas liberais foram implementadas. Apesar de limitadas, essas reformas deram muitos resultados rapidamente.

A hiperinflação, que chegou a 23.000%(!) em Setembro de 1985 caiu para 18% em 1990 e vinha sido mantida em menos de 10% desde 1995.

Crescimento econômico vinha com uma media de 4% ao ano, depois de contrair 10% a cada ano na primeira parte da decada de 80.

A dívida externa foi diminuida de 100% do PIB para menos de 50%.

Nos últimos 7 anos, a situação piorou. Muitas reformas que deveriam ter sido feitas não foram. E como sempre acontece nesse nosso rico porém ignorante continente, o povo resolveu jogar fora 20 anos de melhora e voltar para tudo que já foi tentado e nunca funcionou nos últimos 180 anos.

Pobre América do Sul.

Tuesday, December 20, 2005

Desorientado

Se eu fosse um pouco mais desconfiado, acharia que o João Sayad andou lendo as discussões que temos por aqui (and not taking my side, that's for sure).

Vejam algumas partes do texto que tem um título um tanto estranho: "Talento" (grifos meus)

"Há conservadores e progressistas, "esclarecidos" ou "atrasados".
Conservadores esclarecidos temem e respeitam a fragilidade das instituições e das relações entre humanos. São depressivos.
Progressistas esclarecidos são gente com fé no diálogo e indignação com o estado das coisas. São ansiosos.

Ambos podem ser de direita ou de esquerda. Qual a diferença entre esquerda e direita?"

"Os brasileiros da minha geração vestiriam imediatamente a carapuça da bronca do patrão, segundo essa leitura. Recebemos um grande país cruel que crescia; deixaremos um país cruel que não cresce."

"Na Washington de Bush, é impossível lembrar de Kennedy."

"Direita é quem lê o texto de uma única forma que vira mandamento ou lei. A esquerda relê, e a cada leitura escreve de novo. Direita são os fariseus, os donos dos textos."

"Há gente de esquerda que é de direita. E gente de direita que é de esquerda. Continuo desorientado. Melhor ler de novo."


Desorientado, sem dúvida.

Sunday, December 18, 2005

O valor da inteligência, trabalho e perfeição

Inteligência

Talvez eu tenha dado a impressão errada com meu último post.

O ponto não foi que eu desprezo a inteligência. Pelo contrário, acho um fator muito importante. O que eu quis dizer é que não é o único fator determinante do sucesso de alguém.

Dito isso, não vou negar que pessoas inteligentes tem a possibilidade única de exceder os feitos de uma pessoa menos inteligente. E por inteligência, quero dizer qualquer qualidade natural que uma pessoa tenha. Por mais que eu me esforce, nunca serei um físico nuclear, ou um mestre de matemática. Nunca serei também um ótimo jogador de futebol, ou um grande cantor, pintor ou poeta. Parte do processo é justamente identificar suas qualidades e usá-las da melhor forma possível.

O Alex escreveu que "Ter QI alto só vale de alguma coisa se for pra te fazer trabalhar menos"..."se eu me esforçasse pra tirar 10, imagina quantas horas eu iria perder de ócio, lazer e punhetas em geral".

Eu discordo totalmente.

O esforço vale tanto para uma pessoa de QI alto quanto vale para um de QI baixo. Nada de grande valor é produzido sem grande empenho. Einstein provavelmente poderia ter sido um grande professor de segundo grau, com muito mais tempo livre e menos preocupações. Aposto que todas as horas que ele passou produzindo sua teoria da relatividade não vieram sem dificuldade.

Trabalho e perfeição

Eu acredito que o ser humano foi feito para construir. Das ferramentas de pedra até a mais avançada tecnologia, buscamos sempre maneiras diferentes de modificar nosso mundo. Buscamos construir o que achamos ser necessário, não somente para proporcionar nosso lazer mas para viabilizar o que achamos ser um mundo melhor, incluindo a possibilidade de lazer. Se nosso objetivo fosse somente o ócio, ainda estaríamos vivendo nas cavernas, isolados e subexistentes.

Não estou dizendo que todos devem se matar de trabalhar e não ter diversão nenhuma. Muito menos que só podemos ser felizes se formos perfeitos. A vida é uma seqüência de escolhas, cada uma com uma troca associada. Quem têm a oportunidade e não reserva tempo suficiente para lazer acaba sofrendo as conseqüências em todas áreas da vida, incluindo trabalho.

Eu já tive meus periodos de desocupação e não era mais feliz. E pelo que eu já observei na minha vida, a enorme maioria das pessoas não é mais feliz porque tem mais tempo livre. As pessoas mais felizes são aquelas que tem um objetivo de vida.

E o ponto não é somente ganhar dinheiro. Dinheiro é uma ferramenta. A coisa mais comum do mundo é conhecer herdeiros de fortunas que são completamente infelizes. A Ayn Rand disse tudo que precisa ser dito sobre isso: "no man may be smaller than his money".

Saturday, December 17, 2005

Self-discipline



Durante toda minha infância eu fui um aluno medíocre. Naquela época, eu não sabia que meu QI era alto. Acreditava que eu era average, e acho que todos a minha volta também achavam o mesmo. Lembro claramente que meu objetivo era sempre descobrir o limíte do mínimo esforço necessário para passar de ano. Quando mudei de escola e a nota de corte mudou, me adaptei imediatamente. Independete da matéria eu nunca ficava longe da média, nem para cima nem para baixo, com pouquíssimas exceções.

Eu vejo basicamente duas explicações para esse comportamento:

- Eu tinha muito poucos incentivos para tirar notas altas. Minha familia só se interessava em que eu passasse de ano. A escola não oferecia prêmios, clubes, nada. As matérias eram pouco interessantes, e de pouca aplicação prática. Na verdade, os incentivos eram negativos. Ser um 'CDF' era péssimo socialmente. Além disso, como as poucas diversões oferecidas (esportes) não eram conectadas com o desempenho escolar, as mesmas competiam (e ganhavam) pelo meu tempo que teoricamente seria dedicado ao estudo.

- Eu acreditava que inteligência era a única responsável pelo sucesso escolar. Mais, achava que pessoas realmente inteligentes conseguiam tudo que queriam facilmente. Quem precisava se esforçar na verdade eram os burros. Os professores sempre diziam "Ah, o Pedrinho é um ótimo menino. Não muito inteligente, mas muito esforçado!". Se eu não conseguia notas altas automaticamente, era porquê eu não era inteligente o suficiente. Qualquer esforço seria somente uma admissão de burrice.

Essa situação continuou até eu começar a trabalhar, quando os incentivos mudaram e a importância da Self-discipline ficou evidente. Até voltei para a escola para fazer meu mestrado, só para provar que era isso mesmo.

O problema da falta de incentivos nas escolas é bem óbvio. O que mais me intrigou foi pensar nessa cultura que desmerece a aplicação e a disciplina. Aqui nos EUA, assim como em outras partes do mundo, esse tipo de associação não existe. Ou pelo menos é bem menor.

Meus amigos progressistas que me perdoem, mas eu acho que esse problema tem muito a ver com a visão anti-capitalista do mundo que eles têm. Afinal, se o QI é o único determinante do sucesso de uma pessoa, ninguém tem culpa de nada. O sistema todo é pré-determinado e o resultado final sempre será o mesmo.

O artigo linkado não demonstra que a self-discipline não é passada genéticamente. Entretanto, acho que fica bem mais difícil propagar e justificar essa idelogia de "from each according to one's ability, to each according to one's need" baseado numa característica tão obviamente controlável como a disciplina.

Monday, December 12, 2005

We are what we repeatedly do

A irracionalidade desse espírito assistencialista sempre me deixa perplexo.

Ai você pensa (como eu já pensei): "Ah, isso só acontece porque o governo não precisa dar satisfações à ninguém, e no fim das contas, o povo não entende a tecnicalidade desse tipo de programa".

Nope. Todos entendem. Eles querem almoços de graça. Ou dito de outra forma, querem dividir a conta na porrada. E coitado de quem discordar.

A maior diferença atual entre um país que vai para frente e um que vai para trás é que um consegue crescer mais rápido que o apetite dos looters, e outro não.

Alguns países balançam, bem ali no meio do caminho. Outros, parece que nunca aprendem.

Mas o que fazer quando certos "intelectuais" insistem na sua doutrina desonesta, apesar de todas as evidências mostrarem o contrário?

Como melhorar quem não quer ser melhorado?

Friday, December 09, 2005

Esquerda vs Direita - Again

Essa discussão lá no SSB foi animada, mas talvez por causa da empolgação, o pessoal estava comparando apples and oranges a cada 2 frases. Aqui vão meus two cents:

Primeiro de tudo, é totalmente necessário se separar os três âmbitos em discussão: forma de governo, doutrina econômica e politica social.

Economicamente, o espectro de opções vai de comunismo (aonde o governo controla todos os aspectos) ao "laissez-faire puro", aonde o governo não tem envolvimento nenhum. Atualmente, todas as economias do mundo estão entre um extremo e o outro. Além disso, o intervencionismo estatal também pode ser classificado em níveis. O primeiro é o dos impostos, taxas e tarifas. Depois temos as intervenções diretas na produção privada, como as diversas formas de subsídio, quotas, banco central, controle de preços, etc. Por último, temos a estatização da produção, que é a mais grave. Quanto mais empresas estatais (em proporção ao PIB), mais perto do comunismo. Claro que essas regras são subjetivas. Os dois mais famosos índices de liberdade econômica (Heritage Foundation e Fraser Institute) são dois exemplos de modelos diferentes.

No lado social, as opções vão de libertários aos tradicionalistas. Os tradicionalistas sendo aqueles que pregam o respeito e obediência as regras morais pré-estabelecidas, enquanto os libertários são os que pregam a dissolução (ou mudança drástica) das mesmas.

Sobre a forma de governo, temos em um extremo a anarquia (nenhum governo) e do outro lado o totalitarismo (ou governo total).

Todas as diversas opções desses três grupos podem se misturar. Podemos ter uma ditadura tradicionalista comunista, uma democracia libertária socialista, uma monarquia conservadora capitalista, etc.

Na teoria, economias que se aproximam do comunismo promovem governos autoritários. Primeiro porque para controlar a atividade econômica é preciso de muita gente, o que cria mais incentivos para corrupção, abusos de poder, e consequentemente a manutenção do poder na base da força. Segundo, porque quando o governo se envolve na produção, os mecanismos de competição não funcionam como deveriam e a tendência é que quem está no poder tenha mais chances de se manter no topo a todo custo.

Porém, certos níveis de autoritarismo convivem temporariamente bem com sistemas capitalistas. O Chile é o exemplo mais famoso. Mas no geral, os governos autoritários que permanceram no poder por longos períodos tendem a intervir fortemente na economia.

Na área social, muitos defendem a tese de que abertura econômica leva a abertura social. Outros dizem que "equalização" econômica (socialização) leva a maior abertura social. Na prática, nenhum dos dois casos sempre acontece. Os países comunistas tinham (os que sobraram ainda tem) péssimo histórico de direitos humanos. Entretanto, alguns paises que abriram suas economias recentemente (China é o maior exemplo) ainda não tiveram melhora significativa nos direitos sociais.

Só mais algumas oservações sobre ditaduras: O Nazismo e Fascismo juntavam elementos de direita e esquerda. Eles se aliaram a iniciativa privada, mas aumentaram a influência do governo em diversos aspectos. Somente certas empresas privadas (com influência no governo) prosperavam, e muitos argumentam que essa situação se tornaria insustentável a longo prazo. O governo controlava aspectos financeiros, principalmente alocação de crédito. Além disso, ao mesmo tempo em que eles eliminaram os sindicatos privados, construiram um gigantesco sindicato estatal. Ao mesmo tempo em que não estatizaram empresas privadas (só as que pertenciam aos judeus), construiram gigantes como a Volkswagen.

Mesmo nos aspectos sociais, os nazistas e fascista misturavam conceitos de direita e esquerda. Todo o aspecto racial e militarista pode ser ligado ao tradicionalismo europeu, enquanto os idéias de aumento de renda da camada mais pobre e harmonização das crises globais (os nazistas achavam que a crise de 29 foi arquitetada pelos judeus) eram ligadas (mesmo que por vias tortas) aos progressistas da época.

A ditadura do Brasil segue mais ou menos o mesmo caminho. Foi criada para evitar um possível golpe comunista, mas passou longe de implantar qualquer sistema capitalista liberal. As reservas de mercado, restrições trabalhistas, aumento do número de funcionários públicos, eram todas medidas identificadas com a esquerda.

Enfim, acho bobagem tentar enquadrar sistemas totalitários com uma ideologia (com a possível e discutível exceção dos golpes comunistas do começo do século XX). Toda ditadura, por mais poderosa que seja, é mais refém do seu povo do que qualquer democracia. Numa democracia tudo que seu partido precisa é da maioria. Numa ditadura, a minoria pode criar muito mais problemas. Esses governos tendem a ser extremamente populistas, e dai vem essa mistureba de medidas.

Ditaduras sempre acabam. E por bem ou por mal, nunca tivemos tão poucas como atualmente, o que torna essa discussão um tanto ultrapassada.

Monday, December 05, 2005

TETRACAMPEÃO

O bom nem sempre é bonito


Tevez, o Monstro da raça

Meus amigos que ficaram no lado de baixo da tabela (Championship challenged como diriam os americanos) me provocaram dizendo que a comemoração desse titulo não foi das melhores.

Eles tem razão, mas pelos motivos errados.

O problema não foi o suposto favorecimento da arbitragem, ou a falta de brilho desse time. Sobre o favorecimento eu falo depois, e sobre o time, contando com todos os titulares, acredito que este seja melhor que os outros 3 campeões.

O problema desse campeonato foi outro: a fórmula dos pontos corridos. Para variar, o Brasil importa o que há de pior na Europa.

O pessoal que gosta desse esquema diz que é a fórmula mais justa, que vence o time mais constante, que tem o melhor elenco e planejamento. Concordo 100%. Só existe um probleminha: Os torcedores não estão atrás de justiça e constância, e sim de emoção.

Não existe coisa mais emocionante do que uma final. Final de verdade, com casa lotada, e que se acabar empatada vai para os pênaltis. O nervosismo de colocar 6 meses de campeonato em 90 minutos, a possibilidade de jogadores que não fizeram nada o ano inteiro virar heróis. Adrenalina pura.

Os defensores da formula atual rebatem dizendo que em pontos corridos todo jogo é uma final. Oras, usando a frase do Incredibles, tudo que isso quer dizer é que nenhum jogo é realmente uma final.

Imaginem se tivessemos agora oitavas de final entre Corinthians x Cruzeiro, Internacional x Paraná, Goiás x Atlético-PR e Palmeiras x Fluminense. Imaginem se Corinthians e Inter tivessem que jogar mais 2 vezes, no Beira Rio e Morumbi lotados.

Terminar um campeonato perdendo um jogo que acabou não valendo nada realmente é frustrante. E não poderia ser de outra maneira. Na verdade, poderia ter sido muito pior, com o campeonato acabando da mesma forma há 3 semanas atrás (se não fosse o gol impedido do Inter contra o Brasiliense).

O que na teoria é justo, na prática vira burocrático e chato. No campeonato de pontos corridos, a emoção é somente um detalhe.

---x---

A moral imoral


Se não fosse pelo gol irregular do Goiás (3 jogadores claramente impedidos) toda essa choradeira do Inter não estaria acontecendo.

Mas o mais irônico de toda essa situacao é que o time que se diz "campeão moral" é o mesmo que quer fazer valer os jogos aonde o juiz declaradamente roubou. Também é o time da mala preta, e o time que, na maior cara de pau do mundo, não admite estar usando um torcedor testa de ferro e a federação gaúcha na briga com a CBF.

E para completar a festa, fizeram a volta olímpica (depois de perder de um time rebaixado) mas decidiram não ir à justiça comum porque correm perigo de perder a vaga na libertadores.

Uma moralidade bem perneta essa colorada.

---x---

Título merecido



Ano

Jg

V.

%

E.

%

D.


%


G.P.

Média


G.C.

Média

1990


25

12

48%

8

32%

5

20%

23

0.92

20

0.80

1998

32

18

56%

7

22%

7

22%

57

1.78

38

1.19

1999

32

15

47%

9

28%

8

25%

54

1.69

49

1.53

2005

42

24

57%

9

21%

9

21%

87

2.07

59

1.40

Sunday, December 04, 2005

Friday, December 02, 2005

Bad News Media

É considerado normal que a mídia seja atraída por notícias negativas. "Boas notícias não vendem jornal", como diz o ditado.

Seria essa uma questão de demanda ou uma certa limitação da oferta?

A situação atual da economia americana é um prato cheio para a análise desse problema:

Durante a campanha presidencial de 2004, quando a retórica política andava a toda, a porcentagem do povo americano que acreditava que o país estava em recessão era de 36%. Agora, um ano depois, com um PIB 3.7% maior e com o desemprego caindo de 5.5% para 5%, a porcentagem subiu para 43%.

E não é difícil entender porque tanta gente acredita nisso. Nos jornais, na TV, qualquer notícia é transformada em algo negativo.

Essa semana foi divulgado que a economia cresceu 4.3% (anual) de Julho até Setembro. 215 mil empregos foram criados em Novembro, e os gastos dos consumidores, que contam por 70% da economia, aumentaram também 4.2% na taxa anual. A taxa de desemprego continua em 5%. O preço da gasolina continua caindo.

Mas se você for no Google News e buscar por economia, a primeira que aparece é "Fed Chief Sees Risks for Global Economy".

Abra a seção de Business do NYT: Acima da reportagem sobre o aumento de empregos, estão headlines para "Sales of Impotence Drugs Fall, Defying Expectations e "Are Lawyers Being Overbilled for Their Test Preparation?".

Atualmente um número recorde de 69.2% dos americanos tem casa própria, mas tente procurar por noticias sobre "Home Ownership" e o resultado é deprimente.

Será que esse negativismo é algo natural ao ser humano? Ou será que existe um componente político/ideológico nesse tipo de situação?

Thursday, December 01, 2005

Falando na Slate



Dois bons artigos do Christopher Hitchens:

The Perils of Withdrawal
Why Ask Why?

Tuesday, November 29, 2005

Lieberman

"I have just returned from my fourth trip to Iraq in the past 17 months and can report real progress there. More work needs to be done, of course, but the Iraqi people are in reach of a watershed transformation from the primitive, killing tyranny of Saddam to modern, self-governing, self-securing nationhood--unless the great American military that has given them and us this unexpected opportunity is prematurely withdrawn."

"It is a war between 27 million and 10,000; 27 million Iraqis who want to live lives of freedom, opportunity and prosperity and roughly 10,000 terrorists who are either Saddam revanchists, Iraqi Islamic extremists or al Qaeda foreign fighters who know their wretched causes will be set back if Iraq becomes free and modern. The terrorists are intent on stopping this by instigating a civil war to produce the chaos that will allow Iraq to replace Afghanistan as the base for their fanatical war-making. We are fighting on the side of the 27 million because the outcome of this war is critically important to the security and freedom of America. If the terrorists win, they will be emboldened to strike us directly again and to further undermine the growing stability and progress in the Middle East, which has long been a major American national and economic security priority."

"In the face of terrorist threats and escalating violence, eight million Iraqis voted for their interim national government in January, almost 10 million participated in the referendum on their new constitution in October, and even more than that are expected to vote in the elections for a full-term government on Dec. 15. Every time the 27 million Iraqis have been given the chance since Saddam was overthrown, they have voted for self-government and hope over the violence and hatred the 10,000 terrorists offer them. Most encouraging has been the behavior of the Sunni community, which, when disappointed by the proposed constitution, registered to vote and went to the polls instead of taking up arms and going to the streets. Last week, I was thrilled to see a vigorous political campaign, and a large number of independent television stations and newspapers covering it."

"Here is an ironic finding I brought back from Iraq. While U.S. public opinion polls show serious declines in support for the war and increasing pessimism about how it will end, polls conducted by Iraqis for Iraqi universities show increasing optimism. Two-thirds say they are better off than they were under Saddam, and a resounding 82% are confident their lives in Iraq will be better a year from now than they are today. What a colossal mistake it would be for America's bipartisan political leadership to choose this moment in history to lose its will and, in the famous phrase, to seize defeat from the jaws of the coming victory."


Joe Lieberman, senador Democrata para o WSJ

This I believe

The God Who Embraced Me

There Is No God

Sunday, November 27, 2005

Deadly storms, stupid worms and markets on everything

Essa reportagem do Washington Post fala sobre o recente aumento dos furacões nos EUA.

Diferente do que os 'destruidores' da vida pensam, não há concenso sobre o que está acontecendo. A maioria dos cientistas aliás, acha que o aumento faz parte da flutuação natural desses fenômenos. Como diz um ex-diretor do hurricane research "In the sense of the history of scientific ideas, we're either in the middle of a paradigm shift or a false paradigm shift. The situation would be deliciously ambiguous if there were not thousands of lives and billions of dollars on the table."

Economicamente, a situação é complicada por outros motivos. A migração para a Flórida continua forte. Os preços por lá não param de subir, o que é bom para a economia local mas ruim para o bolso dos contribuintes. Afinal, será que é justo eu pagar pela recuperação de cidades que não param de crescer, mesmo quando os moradores sabem que o perigo de destruição é alto? Será que não é por isso que eles continuam mudando para lá?

Ou será que daqui a pouco o governo, usando a famosa lógica circular, vai querer determinar aonde alguem pode morar ou não?

Ah, essas unintended consequences.

Saturday, November 26, 2005

Maybe not smarter



But definitely more connected...

Tuesday, November 22, 2005

Pobre juiz

Sim, o Márcio Resende de Freitas errou. Foi pênalti, assim como o gol do Botafogo em 95 foi ilegal e o do Santos anulado incorretamente. O Maradona meteu a mão na bola, o gol da Alemanha não entrou, e por ai vai.

Em cinco minutos poderia citar uns vinte erros decisivos em jogos de futebol. Isso no Brasil. O assunto não é novidade nenhuma. Novidade foi o Edilson Pereira da Silva, um corrupto que foi pego (diferente de muitos outros que se safaram). Todos concordaram que os jogos 'roubados' deveriam ser jogados novamente, e os que choram agora são os que não conseguiram vencer. Típico.

Mas como sempre, os que reclamam hoje vão ser beneficiados de amanhã. Essa é, aliás, a única 'regra' que mantem o sistema da maneira que é. Quem diz que esse campeonato é uma aberração, um campeonato manchado, uma 'vergonha', ou começou a assistir futebol em Janeiro ou não sabe nada de futebol. Zilch.

Esses erros acontecem muitas vezes por simples limitação humana. Já provaram cientificamente que os bandeirinhas não conseguem marcar impedimentos. Mas ficou por isso mesmo. E falando em limitações, a maior delas é o próprio sistema de arbitragem. Os árbitros não conseguem estar 90 minutos no lugar certo porque são gordos, e além do mais, arbitrar um jogo de futebol não é nem profissão no Brasil. Pior ainda, os mais experientes são ainda mais lentos, e acabam sendo escalados para as decisões porque os jovens são piores ainda.

E qual é a solução? Tecnologia e bom senso. No futebol americano os replays já são usados há alguns anos, e o resultado é muito bom. Pelo menos se acaba com os erros absurdos. Quanto ao profissionalismo, não é nem preciso uma solução radical. Na NBA, os árbitros são 'semi-profissionais', isto é, durante a temporada eles só apitam jogos. Isso já faz uma diferença tremenda.

Reclamar é fácil, ainda mais quando o beneficiado é o time mais popular (e consequentemente mais odiado) do Brasil.

Mas não vai adiantar nada.

Monday, November 21, 2005

Something is not right

Meu resultado:


Resultado do SSB


Três opções:
- Esse teste é furado.
- Blogs são realmente um péssimo meio de comunicação.
- Smart e eu somos a mesma pessoa, e vocês todos cairam.

Saturday, November 19, 2005

Jogos de guerra

De vez em quando a política americana fica interessante. Recap dessa semana:

- A discussão sobre uma eventual retirada das tropas do Iraque esquentou depois da declaraçao do Democrata John Murtha, de que as tropas 'viraram o inimigo' e que deveriam ser retiradas em 6 meses.

- Depois que a Sheehan saiu de cena (e vai faturar seus dólares com um livro - não te disse Fernando?), os Democratas precisavam de um novo herói anti-guerra. E nada melhor do que um veterano do Vietnã, que votou sim na resolução da guerra do Iraque (assim como fez a maioria Democrata), mas que agora 'entende seu erro'.

- Numa jogada rápida, os Republicanos forçaram os Democratas a votar uma proposta que faria exatamente o que estava pedindo o Murtha: Retirada das tropas num periodo de 6 meses.

- Os lideres Democratas, Nancy Pelosi, Chuck Schumer e Ted Kennedy (o triunvirato da incompetência) ficaram totalmente revoltados. Como assim 'vamos votar então'? Afinal, falar é uma coisa. Fazer é outra! Na hora do voto, arregaram totalmente (resultado final foi 403 a 3).

Resumindo, foi um legítimo checkmate político: Os Democratas ficaram acuados entre se responsabilizar sobre a retirada das tropas (algo que não verdade eles não querem) ou deixar de apoiar o novo testa de ferro do momento.

Os Republicanos conseguiram, pelo menos por enquanto, mostrar o quão politizado esse assunto do Iraque está. Lógico que a situação no Iraque é complicada, mas apesar dos pesares, o processo político continua avançando. Uma retirada agora seria não somente uma declaração de fracasso no Iraque, mas um convite para mais terrorismo em outras partes da região (como o Afeganistão).

Os Democratas estão de olho nas eleições do ano que vem, e o sentimento anti-guerra é o maior aliado, o chamado 'unificador' deles.

A guerra política deve se tornar cada vez mais brutal.

Friday, November 18, 2005

The root of all evil

"So you think money is the root of all evil?"

"Have you ever asked what is the root of money? Money is a tool of exchange, which can't exist unless there are good produced and men able to produce them. Money is the material shape of the principle that men who wish to deal with one another must deal by trade and give value for value. Money is not the tool of the moochers, who claim your product by tears, or of the looters, who take it from you by force. Money is made possible only by the men who produce. Is this what you consider evil?"

"Money will not purchase happiness for the man who has no concept of what he wants: money will not give him a code of values, if he’s evaded the knowledge of what to value, and it will not provide him with a purpose, if he’s evaded the choice of what to seek. Money will not buy intelligence for the fool, or admiration for the coward, or respect for the incompetent. The man who attempts to purchase the brains of his superiors to serve him, with his money replacing his judgment, ends up becoming the victim of his inferiors. The men of intelligence desert him, but the cheats and the frauds come flocking to him, drawn by a law which he has not discovered: that no man may be smaller than his money. Is this the reason why you call it evil?”

“Money will always remain an effect and refuse to replace you as the cause. Money is the product of virtue, but it will not give you virtue and it will not redeem your vices. Money will not give you the unearned, neither in matter nor in spirit.”

“To love money is to know and love the fact that money is the creation of the best power within you, and your passkey to trade your effort for the effort of the best among men. It’s the person who would sell his soul for a nickel, who is loudest in proclaiming his hatred of money – and he has good reason to hate it. The lovers of money are willing to work for it. They know they are able to deserve it.”

“Run for your life from any man who tells you that money is evil. That sentence is the leper’s bell of an approaching looter. So long as men live together on earth and need means to deal with one another – their only substitute, if they abandon money, is the muzzle of a gun”.

Here.

Tuesday, November 15, 2005

ACLU

A ACLU (American Civil Liberties Union) é provavelmente o maior representante do que há de errado com a esquerda americana.

As intenções são boas, mas o exagero é patético.

Eles estão, por exemplo, processando a cidade de New York por fazer inspeções de pacotes no metrô.

A explicação para o processo foi que a busca aleatória vai contra a proteção constitucional a "unreasonable searches", já que por definição, inocentes serão revistados. Obviamente, se a polícia dissese que estava procurando somente por pessoas que se encaixam como suspeitos, a ACLU processaria por profiling.

Ironicamente, o escritório da ACLU em NY revista todos e tudo sem problema nenhum.

Essa não é uma exceção, é só um exemplo do modus operandi deles.

Eles já defenderam uma organização que promove a pedofilia, já processaram os escoteiros, e até foram atrás de escolas por causa de músicas de natal.

Um radicalismo ideológico, fantasiado de proteção à liberdade, que transforma uma organização que na teoria defenderia os interesses da maioria, em uma que coloca qualquer consideração prática de lado e, no fim das contas, causa mais danos do que benefícios.

Uma NRA em esteróides da esquerda.

Saturday, November 12, 2005

O burguês que não se importava com os meninos de rua

Toda essa discussão sobre liberdade vs igualdade, liberalismo vs socialismo, direita vs esquerda, não me incomoda. Eu acho esse conflito de idéias muito interessante. Fico sempre tentando analisar o porquê de certas pessoas pensarem de um certo jeito, como reações à certos fatos podem ser tão diferentes, etc.

Quer dizer, eu vejo tudo isso como um exercício de conhecimento.

Mas há um aspecto desses debates que realmente me incomoda: esse conceito de monopólio moral que a esquerda tenta provar que possui.

Essa semana na Folha (shocker), o Niemeyer (double shocker) escreveu esse texto que mostra bem do que estou falando. Esquerdistas se importam com os meninos de rua, a burguesia não se interessa pelo drama.

É a exploração de um dilema que, infelizmente, não é fácil de aceitar. Lembro que a primeira vez que me explicaram esse problema foi através de uma parábola. Era uma situação em que você e uma criança (ou qualquer pessoa mais fraca) estão perdidos no mar, e a maré está empurrando os dois em direção às pedras. Se você proteger a criança e sofrer o impacto direto, vai ficar desacordado e os dois morrerão afogados. Se a criança bater nas pedras, existe pelo menos a chance de você nadar até a praia e salvar a vida dos dois.

É um problema lógico e moral. Entender que a saída da pobreza possa depender da criação de ricos, por exemplo, não é simples. Aceitar que não existe solução mágica para a desigualdade social, e que sempre existirão pessoas comparativamente pobres, é mais difícil ainda. Nada é garantido. Nada é perfeito.

Essa é a "fraqueza" do capitalismo/liberalismo, e os progressistas exploram esse ponto sempre que possível. Acredito que na maioria das vezes, de forma inconsciente.

Perdi amigos de longa data por esse mesmo motivo. O problema não era que eles achavam que eu estivesse técnicamente errado, ou que eu não aceitasse discutir minhas teorias. A partir do momento em que eles percebiam que eu acreditava nas minhas teorias por convicção e não por ignorância, eles me julgavam uma pessoa fria, e me acusavam de estar somente preocupado com minha situação e não com a dos outros.

Um legítimo "burguês que não se importa com os meninos de rua".

Ainda sobre liberdade e igualdade

"From the fact that people are very different it follows that, if we treat them equally, the result must be inequality in their actual position, and that the only way to place them in an equal position would be to treat them differently. Equality before the law and material equality are therefore not only different but are in conflict with each other; and we can achieve either one or the other, but not both at the same time."

Friedrich August Hayek

Friday, November 11, 2005

Liberdade e Unidade

O Free State Project completou 2 anos, e o resultado até agora só pode ser descrito com uma palavra: fracasso.

Tanto é que alguns dias atrás, os organizadores desistiram do objetivo inicial de atrair 20.000 pessoas para mudarem para New Hampshire, e contruir um verdadeiro Libertarian State. E a coisa está tão preta que ainda não definiram objetivo nenhum.

Afinal, atualmente 6.800 pessoas são cadastradas no projeto, mas a maioria vive na California e Flórida. Somente 130 pessoas realmente mudaram, juntando-se a outras 250 que já moravam por lá.

Como disse o Dante Scala, do New Hampshire Institute of Politics: "It always seemed implausible that libertarians, who above all value their individuality were going to be able to group together and accomplish such a large common goal".

Pois é. E é por isso que politicamente eles não vão para frente.

Thursday, November 10, 2005

Em defesa das petroleiras

De vez em quando o pessoal da Reason acerta na mosca.

Eu adoro um texto bem escrito. Nem parece que eles estão tratando de um assunto tão polêmico...

Tuesday, November 08, 2005

Égalité matando la Liberté

Não é uma surpresa que a imprensa americana esteja reportando essa "insurreição" na França como um problema racista. Afinal, se existe um aspecto da política interna francesa que não se rendeu às convenções socialistas (progressistas ou whatever) foi o de "reconhecimento" racial. Isto é, nada de "positive discrimination" por lá.

E deixando de lado o fato desses programas funcionarem ou não, eu não duvido que racismo seja parte dos problemas da França. Mas sem dúvida alguma, não é o maior e muito menos o único.

É frustrante ver como a grande maioria da imprensa americana simplesmente ignora os outros muitos fatores que contribuiram para essa crise, simplesmente porque a França, o mais socialista dos paises europeus, é o modelo que eles queriam ver implementado aqui nos EUA.

Somente o Wall Stree Journal lembrou que, por exemplo, desde a década de 70 os EUA criaram 54 milhões de novos empregos, enquanto a Europa toda criou somente 4 milhões (com a enorme maioria sendo de empregos estatais).

Fala-se com horror que o desemprego entre jovens descendentes de imigrantes é de 40%, mas vale lembrar que entre os jovens brancos franceses o desemprego é de mais de 20%. Nos EUA, esse número não chega nem a 10%.

Aproximadamente 400,000 europeus com pós-graduação moram nos EUA. Somente 1 em 7 planeja retornar. A imigração européia para os EUA aumentou 16% durante os anos 90.

De todos aspectos possíveis, as últimas décadas mostraram uma diferença enorme de resultados entre os EUA e a Europa. Adicionem a essa situação os gastos enormes americanos com guerras, enormes desastres naturais, etc, e a diferença é maior ainda.

E toda essa história de que os imigrantes da Europa são menos educados e mais pobres que os imigrantes daqui, e por isso a revolta, é um absurdo. A enorme maioria dos imigrantes mexicanos (estima-se quase 20 milhões atualmente em solo americano) são pobres e com pouco estudo.

A diferença maior se chama emprego. Um país pode pagar por seguro saúde, transporte, escolas, etc, mas um cidadão (principalmente jovem) sem desafios e sem perspectivas de crescimento nunca estará satisfeito. Os países do Oriente Médio são outro ótimo exemplo do completo desastre dessa fórmula. A liberdade de competir, suceder e falhar, é muito mais importante do que esse sonho impossível de igualdade que certos grupos insistem em empurrar garganta abaixo.

Mas a saída mais fácil é culpar o racismo. Em pouco tempo, o governo francês deve anunciar um programa de ajuda, e todo o mundo vai bater palmas.

Mais gastos, mais governo, mais desemprego.

Friday, November 04, 2005

Bushigans, Parisians, e "movimentos" em geral

Sempre achei protestos de rua uma farsa. Ou sendo mais específico, sempre achei esse tipo de manifestação supervalorizada ao extremo.

Primeiro, por maior que seja o número de pessoas que atendam esses eventos, é sempre uma minoria ínfima. Afinal, 30 mil pessoas representam menos de 0.01% de um país de 40 milhões como a Argentina. E mais, não é preciso ver essas passeatas para saber a opinião popular. Imprensa, eleições, mídia, etc, cuidam desse aspecto.

Segundo, essa noção de que "levar uma mensagem à rua" cria automaticamente qualquer tipo de benefício é uma enorme ilusão. Todas essas manifestações no Brasil contra a criminalidade não levaram a nada. Na época da guerra fria (aonde ocorreu a maior manifestação de todos os tempos, na Alemanha) nada mudou. Na grande maioria das vezes, essas são somente mais uma desculpa para pintar a cara, fazer showzinho na paulista(constitution av./central park/o que seja), e quem sabe sair na Globo (CBS/RAI/etc) com seu cartaz "revolucionário".

A única coisa que essas aglomerações quase sempre conseguem é acabar em violência. Mais uma oportunidade para jogar pedras na polícia, queimar um carro, roubar a carteira de um, invadir a loja de outro, who knows.

E quando não levam diretamente à violência, essas passeatas são simplesmente descartáveis. Agora na França por exemplo, algumas guangues se revoltaram e estão lá fazendo um puta estrago por nada. Queimam lojas, escolas, e até matam passageiros deficientes. A primeira reação dos moradores afetados foi de fazer passeatas contra a violência, mas como nada mudou, já estão falando em formar milícias caso a polícia não tome alguma atitude mais dura.

Me lembra a história dos hooligans. Muita gente queria achar alguma mensagem naquele "movimento" dos torcedores ingleses, mas no fim das contas eles não eram nada além de arruaceiros que abusavam da leniência da polícia inglesa. Quando o cerco aumentou, e gente começou a ser presa, vupt! sumiram os hooligans.

Eu sei que é fácil gostar da idéia de desobediência civil não-violenta (cudos para Thoreau), e eu não duvido que em certas situações esses ideais sejam necessários. Apesar de que, através da história, esse conceito foi manipulado por pequenos grupos de interesse e trouxe muito mais atraso do que avanços. But I digress. O ponto é que na grande maioria da vezes, como agora nesses protestos contra o Bush, tudo isso é somente uma desculpa para fazer uma confusão desnecessária.

Afinal, o que esses protestos pretendem conseguir? Será que existe qualquer possibilidade de que um presidente eleito pelo seu povo mude de idéia sobre o que for por causa de protestos de estrangeiros?

O máximo que eles podem conseguir é fazer com que ele não venha no próximo encontro. Ou que investidores tirem seu dinheiro do país com medo de tanta instabilidade social. E como isso pode ser benéfico para qualquer um, eu sinceramente não sei.

Monday, October 31, 2005

Beyond Red vs. Blue

Esse relatório do Pew Research Center sobre o cenário político norte-americano é muito interessante. Vale a pena ler inteiro, mas aqui vai um resumo:

Somente 29% da população (34% dos eleitores) é Republicana. Estes se dividem em:

Enterprisers (9% da pop., 11% do eleitorado) - Patriotas, altamente pró-business, contra grandes programas sociais e à favor de uma política externa ativa. É formado na maioria por homens (3/4), brancos, de alta escolaridade e nível social.
Social Conservatives (11% da pop., 13% do eleitorado) - Tendem a concordar com os Enterprisers na maioria dos assuntos, mas geralmente são críticos das grandes corporações e à favor de regulamentação governamental para a defesa do consumidor e meio ambiente. Esse grupo geralmente se preocupa com o crescimento exagerado da imigração. É formado por muitos evangélicos, e quase metade mora no Sul do país.
Pro-Government Conservatives (9% da pop., 10% do eleitorado) - Parecido com os Social Conservatives mas geralmente favorecem programas sociais mais amplos, principalmente no que diz respeito à ajuda aos pobres. Formado principalmente por mulheres jovens, e tem a maioria dos seus integrantes morando no Sul.

Claramente, existe mais de um tipo de conservador. Os grupos Republicanos atualmente tem valores sociais em comum, mas opiniões diferentes sobre o papel do governo. Essa é considerada uma nova tendência, já que um dos pilares dos conservadores sempre foi a crença em um governo limitado.

Os Democratas são o grupo mais populoso (41% da população, 44% dos eleitores), e se dividem em:

Liberals (17% da pop., 19% do eleitorado) - São os maiores defensores de grandes programas sociais, principalmente os de ajuda aos pobres e ao meio ambiente. São grandes oponentes de uma política externa intervencionista. Formado por seculares, a maioria de alto nível econômico e social, e altamente liberais no campo social.
Conservative Democrats (10% da pop., 10% do eleitorado) - Este é o grupo menos liberal dos democratas. São muito religiosos, socialmente conservadores, e moderados em questões de política internacional. É um grupo de pessoas mais velhas, e inclui muitos negros e latinos.
Disadvantaged Democrats (14% da pop., 15% do eleitorado) - Também inclui muitas minorias (é formado na maioria por mulheres), e é o grupo financeiramente mais pobre de todos. A maioria dos integrantes desse grupo é muito pessimista sobre as oportunidades na vida, e desconfiam das grandes empresas e governo. Entretanto, suportam programas estatais para ajudar os necessitados (nesse caso, eles mesmos).

Enquanto os Republicanos se dividem no que diz respeito ao papel do governo, os Democratas discordam entre si nos valores pessoais. A maioria dos liberais vivem num mundo completamente diferente dos Disadvantaged Democrats e Conservative Democrats.

Os Independentes constituem 30% da população, mas somente 23% do eleitorado. Também estão divididos em 3 grupos:

Upbeats (11% da pop., 13% do eleitorado) - Moderados que tem uma visão positiva da sua situação financeira, papel do governo, empresários, e do estado do país em geral. Tem geralmente bom nível educacional e são relativamente interessados em política.
Disaffecteds (9% da pop., 10% do eleitorado) - Bem menos afluentes e educados que os Upbeats. Tem uma visão mais cínica do governo e são menos satisfeitos com sua situação no geral.
Bystanders (10% da pop., 0% do eleitorado) - Formado principalmente por jovens sem interesse ou formação política. Quase não votaram na eleição de 2004.

Outros estudos iguais foram feitos nos últimos 18 anos. Os resultados de 2005 mostram um aumento no número de liberais, e a divisão dos Republicanos em 3 grupos (os "Pro-Government Conservatives" aparecem pela primeira vez). Mas foi nos independentes que ocorreu a maior mudança desde a década de 90. A migração destes para o lado republicano foi decisiva em 2000 e 2004. Os fatores em comum nessa mudança são a empatia pessoal desses pelo Presidente Bush, e o favorecimento de uma política externa mais dura.

Maiores detalhes aqui. Imperdível.

Friday, October 28, 2005

Heinlein

Outro dia a NPR fez uma pesquisa sobre qual figura histórica as pessoas escolheriam para conhecer pessoalmente. As respostas foram as de sempre, de Clinton à Elvis, mas a pergunta ficou sambando na minha cabeça por um bom tempo.

Resolvi que não poderia ser alguém muitíssimo mais inteligente do que eu, como o Einstein. Também não poderia ser alguém que viveu há muito tempo atrás, como Platão.

Pensei no Ben Franklin, Churchill, e Marx. Esse último aliás, chegou bem perto de ser minha escolha. Já pensou poder finalmente perguntar "What the fuck were you thinking?" ao vivo?

Mas eu estava dando muito valor à nomes, e não ao quanto eu realmente me divertiria. Reconsiderei minhas prioridades, e no fim das contas resolvi que escolheria o Heinlein.

Eu sei que ele não foi um gênio, e muitos nem consideram ficção científica literatura de verdade. Mas acho que não existiria nada mais interessante do que passar umas horas falando com esse maluco. Um cara que foi soldado, inventor, agente imobiliário, político (primeiro de esquerda e depois libertário), dono de uma mina de prata, e finalmente escritor.

Escreveu 32 livros, e mais de 40 short stories. Meus favoritos são: The Moon Is a Harsh Mistress, Citizen of the Galaxy, e o melhor de todos, Job: A Comedy of Justice.

Nenhum outro autor escreveu tantos livros que eu tenha gostado tanto.

O que eu acho de mais interessante nas estórias do Heinlein é essa variedade de temas e interesses. Ele escreveu sobre tecnologia (fez até umas previsões bem proféticas), política, sociologia, religião, racismo, feminismo, psicologia, etc. Melhor ainda, ele não tentava achar solução para tudo, ou promover essa ou aquela causa. O objetivo era mostrar a complexidade dos problemas, e os absurdos criados pelas teorias mágicas de sempre.

De alguma forma, acho que nós iriamos hit it off rapidinho, e a conversa seria boa.

Mas enquanto não inventam essa legítima Door into Summer, continuo minha conversa virtual pelos livros.

8 down, 24 to go.

Power struggles

Libby service

Todo esse rolo sobre o "vazamento" do nome de uma agente da CIA é claramente um jogo político. Quando um ninguém começa a parecer importante, acusações são nebulosas, e o resultado do tal "crime" é completamente inconseqüente, pode ter certeza que there is a lot more going on.

Os Republicanos exageraram no caso Monica. Quebraram o "acordo silencioso" que reinava desde a época do Watergate. Foram atrás do Clinton e sua chubby por picuinha, e conseguiram criar confusão do nada.

Agora estão pagando o preço.

Miers

Que o Bush errou em nomear a Miers não há dúvida. A impressão é que realmente ele quis "fazer as pazes" com os democratas (talvez em troca da retomada do plano de reforma do seguro social ou impostos) mas a base Republicana não aceitou.

Por bem ou por mal, políticos por aqui são altamente afetados pela reação popular. Quem imagina que o Bush representa uma pequena elite, e que só segue as guidelines da mesma, está enganado.

Lógico que os democratas não gostaram do resultado final. É bem provável que agora o Bush escolha uma das figuras esperadas. Mas tenho um palpite que ele ainda vai tentar evitar uma briga maior.

Acho que a Consuelo Maria Callahan tem grandes chances.

Cash, please


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Wednesday, October 26, 2005

Simply the best

Fiz a besteira de deixar de ler o Marginal Revolution por uns dias. Olha só o que eu perdi:

- What is left for libertarians?
- The secret history of the minimum wage
- Ben Bernanke, economist. Parte preferida: "5. The global savings glut. Trade and budget deficits are enormous, so why aren't we collapsing? Why do real interest rates remain so low? Bernanke cited the possibility of a global savings glut; here is one explanation of the idea, here is another. The bottom line is this: some Asian countries have high levels of savings, but poor financial institutions. They invest their savings in the United States, and often we invest in back in Asia. In essence they are "outsourcing" their savings to foreign financial institutions. This recycling of Asian savings may help explain what is going on in the global economy. It also suggests that the current U.S. position is at least temporarily sustainable."

E muito mais. Sério, esse blog é simplesmente o melhor.

Tuesday, October 25, 2005

Sobre o referendo

Borbulham as explicações que o pessoal do "sim" está dando para a vitória do "não":

- Referendos não funcionam.
- A campanha do não tinha mais dinheiro.
- Os marketeiros do sim eram inexperientes.
- O povo malvado se vingou do pobrezinho do Lula.
- O povo malvado, é também completamente estúpido.

E por ai vai. Alguns outros então, conseguem criar teorias inacreditáveis. A minha preferida: o backlash das cruzes de isopor.

Obviamente, esses fatores secundários tiveram alguma influência. Isso acontece em qualquer voto popular. Quem votou no Lula votou contra seus concorrentes, votou contra o status quo, apostou na imagem do PT, na esperança de que algo mágico aconteceria, etc.

Isso não muda o fato de que, ultimamente, todos entendiam o que estava sendo decidido.

Nada de diferente agora. O fato é que a maioria popular decidiu que não quer a proibição do comércio de armas. Querer dizer que as pessoas, por mais ignorantes que sejam, não entenderam um conceito tão claro e simples, ou dizer que deixaram motivos secundários encobrir a importância da questão em sí é ridículo.

O resultado que essa consulta tem que ter (ou deveria ter) é indiscutível. O resto é papo de sore loser.

Sunday, October 23, 2005

Estado e a educação

Grande parte do problema em ter o governo administrando a educação do povo é a total falta de objetividade. Uma escola particular tem como objetivo equilibrar a equação lucro vs qualidade. Em uma Universidade pública, parte da equação não existe, e o sucesso da mesma não é facilmente mensurável (principalmente em disciplinas humanas).

Junte a esse problema décadas de "multi-culturalismo", e chegamos na situação atual. O último exemplo do caos universitário foi esse do tal Dr. Kamau Kambon, que durante um seminário na Howard University em Washington DC (a Howard é uma Universidade aonde a enorme maioria dos alunos é negra), disse que "a solução para muitos dos problemas encontrados pelo povo negro é a exterminação da raça branca da face do planeta".

Não, isso não foi uma piada ou figura de linguagem. Não duvido que essa opinião seja somente um devaneio de um extremista, e li que mesmo no seminário da Howard muitos outros convidados repreenderam o tal loony. Mas numa sala de aula, aonde os alunos muitas vezes tomam opiniões como verdades, esse tipo de loucura pode ser altamente destrutiva.

Além de ser um antro para extremistas, o sistema de educação pública é altamente ineficiente e completamente injusto com a população mais pobre.

Antes de mais nada, quero deixar claro que diferentemente de alguns amigos libertários, acho que a educação faz parte da estrutura básica de uma sociedade, e o governo pode e deve facilitar o acesso da mesma para a parte mais pobre da população.

Mas as evidências mostram que o governo não tem competência nem capacidade de administrar escolas de qualquer nível. Deveriamos deixar essa tarefa com a iniciativa privada, e deixar que o governo ajude somente no pagamento de mensalidades para os que realmente precisam. Esse estudo do CATO mostra clara e objetivamente como um programa de voucher seria muito mais eficiente e barato.

São números públicos, incontestáveis. O sistema atual não somente carrega o fardo de educar mal as crianças, mas também traz um peso enorme na iniciativa privada. Poucas famílias conseguem pagar duas escolas ao mesmo tempo (os custos das escolas públicas são obrigatórios).

Isso sem falar em outras unintended consequences. Um dos motivos para o crescente aumento do preço das casas em certas áreas aqui é que as famílias competem para morar nos melhores distritos escolares. Quer dizer, o custo de cada escola é muito maior do que os impostos mostram, e no fim das contas, os pobres acabam ficando com as piores escolas de qualquer forma. Além disso, essa concentração artificial de moradores de maior renda em pequenos 'oásis' prejudica imensamente o desenvolvimento de outras, o que consequentemente leva o isolamento desses outros bairros, diminuindo os investimentos e os interesses politicos nessas áreas, piorando ainda mais o círculo de pobreza.

Mas como todo grande programa social, acabar com as escolas públicas seria uma tarefa monumental. Muitos dizem ser politicamente inviável. A retórica populista seria violenta, e os enormes (e poderosos) sindicatos e grupos de interesse lutariam como nunca pela própria sobrevivência.

Enfim, mais uma bela idéia que na prática só criou mais problemas.

Friday, October 21, 2005

Coincidências e generalizações

A maioria dos blogueiros de esquerda trabalham para algum órgão do governo (até de outros paises). Dos que sobram, muitos trabalham em universidades e outros são novos demais e ainda estudam full time.

***

O Churchill já dizia que todos nascem socialistas e depois amadurecem e viram liberais (conservadores ou seja lá qual nome se queira usar).

Pela história não faltam exemplos que confirmam essa tese: Hayek, Vernon Smith, Reagan, Dennis Miller, etc.

Eu não consigo lembrar de ninguém que fosse conservador e tenha virado socialista. Apesar de que o Bush pode estar se tornando um bom candidato.

***

De acordo com uma pesquisa recente, as mulheres já são maioria nas universidades americanas (57% vs 43%).

Será que teremos uma affirmative action para os pobres homens? Ou temos que esperar a queima das cuecas pelas ruas de Los Angeles primeiro?

Ah, a fantasia igualitária. What a mess.

Wednesday, October 19, 2005

Complexo

"Q: How does Bush administration regard China now? A partner or a competitor?

A: I can not do speak for the Bush Administration. So you understand that this is my personal opinion. But there are a number of contentious, difficult issues in the US-China relationship today. I don't think there is one word to define the relationship other than the word "complex."

I think the relationship is very complex. I wouldn't say it's an enemy, a competitor, a friend, or an ally. But it's very complex relationship. We are trying to cooperate with one another on the issues such as North Korea. Other people have questioned about that. But then we had trade frictions with them. There are concerns about military buildup. There are also concerns about energy security. Some people are interested in China's economic policy. And human rights and proliferation are the areas where there is some friction in the relationship.

So I wouldn't say it's a competitor or I wouldn't say it's a friend or I wouldn't say it's an enemy. But I would say it's very complex relationship that we have with China right now."


Peter Brookes, Senior Fellow da Heritage Foundation (antigo assistente do secretário de defesa para Ásia e Pacífico) em entrevista para um jornal japonês.

Tuesday, October 18, 2005

Blink, stink and funky links

Blink : The Power of Thinking Without Thinking, é um livro sobre os poderes e armadilhas do nosso lado direito do cérebro. É um livro sobre thin-slicing, gut feeling, speed traps, e outras teorias sobre como nosso lado criativo pode ajudar (ou não) a tomar decisões acertadas.

Enfim, o livro não é grrreat, mas é legalzinho. Vale a pena ler.

***

Agora sim, o governo americano tem um bom motivo para fechar a fronteira do Sul: Migrar para EUA faz mal para saúde de mexicanos.

***

Alguns blogs interessantes de nomes peculiares:
De Gustibus Non Est Disputandum
Neologistic
Write in water

Saturday, October 15, 2005

O papel da imprensa

No meio da confusão no final do jogo Santos x Corinthians, um bando de repórters tentava desesperadamente furar o cerco de policiais e entrevistar o árbitro Cléber Wellington Abade (que estava quase sendo linchado pela torcida). Quando o coitado do Abade começou a gritar que esses jornalistas estavam prejudicando ainda mais o jogo, o comentarista da Jovem Pan soltou a pérola: "Ah, agora tudo é culpa da imprensa!"

Acordei hoje curioso para saber como foi a votação da constituição iraquiana, e achei as seguintes notícias: "Iraque registra confusão e mortes durante referendo" e "Iraqis Vote on Constitution". A primeira fala que a votação foi um caos. A segunda, que foi um dia muito mais tranquilo que o de costume, e com uma participação muito maior do que era esperado.

A era de news 24/7 gerou (ou acentuou) uma artificialidade e parcialidade que deixa os noticiários cada vez mais parecidos com shows de auditório. Adicione a isso um enorme complexo de "responsabilidade social", e você acaba com um essa imprensa que só noticia o que interessa, de maneira espalhafatosa, e ainda se acha coitadinha.

Devem existir estatutos, recomendações e juramentos que esses jornalistas prometeram seguir, mas a realidade é que ninguem segue regra nenhuma. Se eu fosse Rei por um dia, estabeleceria 3 princípios para qualquer jornalista: Objetividade, imparcialidade e responsabilidade. E mais, estabeleceria a distinção entre a carreira de jornalista e de editorialista. Um não poderia dar opinião subjetiva, e o outro não poderia querer relatar fatos. Cada um com seu curso superior, cada um com seus poderes e limites. Os jornais teriam que diferenciar claramente um do outro, e se responsabilizar por erros. Aliás, era assim que as coisas funcionavam há um tempo atrás.

Claro que tudo isso é somente um desabafo. Não existe solução para o problema. Qualquer tipo de controle só criaria mais problemas, já que qualquer governo usaria qualquer tipo de controle a seu próprio favor.

Quem sabe a internet, com seu poder de disseminação e descentralização, conseguirá ao menos diminuir um pouco o problema. Com mais fontes, e um poder de informação mais distribuido, talvez as chances de se conseguir um relato correto aumentem.

Ou talvez a diversidade de interesses, bias e backgrounds crie um caos maior ainda.

Who knows.

Thursday, October 13, 2005

Harriet Miers

A nomeação da Harriet Miers foi provavelmente o maior erro do governo Bush até agora.

Só existem dois motivos para uma escolha dessas:
- Querer evitar uma disputa com os democratas.
- Colocar alguém que, por ser tão desconhecido (e desqualificado), vai considerar a nomeação como um presente e vai ser um "amigo" do presidente no judiciário.

O caso do Roberts meio que seguiu o motivo número um, mas com uma diferença enorme: O Roberts é super qualificado. Tanto que até mesmo os super loonies como o Schumer admitiram isso (obviamente, no fim das contas votaram contra anyway).

O desastre dessa nomeação pode ser sentido no coração dos conservadores americanos: nenhum dos talk radio programs que eu ouço foi à favor da decisão do Bush, e muitos estão pedindo que ele volte atrás.

E se engana quem pensa que tudo isso tem a ver com o quão conservadora a tal Miers realmente é. Ninguém duvida que, no fim das contas, ela seja mais próxima do Scalia e Thomas do que um Souter da vida. O problema é que o Bush arregou. E isso é ruim do ponto de vista ideológico e partidário. Os republicanos no geral não querem "have their way" de maneiras obscuras. A grande maioria quer um debate aberto de idéias, e provar na prática que juízes devem seguir as leis e não inventá-las. Mesmo que a Miers vote contra Roe vs Wade* (o que nunca acontecerá), a sensação de injustica com os juizes abertamente conservadores não será esquecida facilmente.

A mensagem foi: shut up and be friends with the boss.

*Obs: Um esclarecimento sobre Roe vs Wade: Uma eventual mudança na decisão da suprema corte não proibiria o aborto nos EUA, como já li muitas vezes pela imprensa brasileira. A decisão sobre a legalidade ou não seria transferida para cada estado. E a idéia de que todos estados diriam não é abusrda. Tanto que antes desse rolo todo, vários estados como NY, California, etc, já tinham legalizado o aborto.

Sunday, October 09, 2005

Quick update

Bom, as coisas estão se arrumando. Amanha terei internet no apartamento temporário, e quem sabe terei alguma energia depois do trabalho. Começo de emprego é sempre a mesma coisa: horas demais, rendimento de menos.

Anyway, estou na área.

Wednesday, September 28, 2005

Wherever I May Roam

Depois de quase 8 anos, amanhã dou bye bye para Washington DC. Esses malditos porcos capitalistas continuam me explorando, e usando de suas artimanhas fascistas, me convenceram a mudar. Ouvi dizer que terei que rezar 4 vezes por dia para um certo God Gates (com o mouse apontando para Redmond) e beber Starbucks todo domingo.

Ok, falando sério. Estou indo para Seattle e não sei muito bem quando vou estar instalado por lá.

Talvez volte daqui alguns dias, mas talvez só daqui algumas semanas.

But I'll be back.

UPDATE - Vou viajar mais feliz


Marinho, tentando ouvir melhor minha comemoração 5 thousand miles away

Tuesday, September 27, 2005

Give him enough rope and...

Talvez respondendo a esse post, ou talvez por mera coincidência, o Idelber ironizou a noção de que os EUA são a maior democracia do mundo.

A referência que ele usou para justificar sua ironia não poderia ser mais clara: Uma entrevista do Harold Bloom para a Folha. Vejam só algumas partes bem interessantes do texto (grifos meus):

"Os Estados Unidos são hoje uma oligarquia e plutocracia, pior do que qualquer coisa possa haver no Brasil. E também estamos nos tornando uma teocracia."

"A verdadeira perspectiva do que hoje ocorre na América foi prevista pelo governador e senador da Louisiana no final dos anos de 1920 e início de 1930, Huey Long. Pouco antes de morrer, assassinado, em 1935, ele disse: "Claro que teremos fascismo na América, mas nós a denominaremos democracia". É isso o que está ocorrendo aqui. Gosto de me referir a nosso presidente atual como Benito Bush."

"Isso significa que os últimos dois mil anos de religião ocidental são uma farsa, sobretudo nos EUA, porque somos cada vez mais uma sociedade tão teocrática quanto a do Irã."


Bom, a situação é bem simples, e só não compreende quem não quer. Não estamos falando de hipérboles. Não estamos falando de figuras de linguagem, muito menos de discordância política ou partidária.

Assim como Bloom, o Idelber acredita (letra por letra) que o sistema americano é intrínsecamente ruim, e que o pais é povoado por ignorantes. Uma teocracia comparável ao Irã.

Porquê alguem vai de livre e espontânea vontade morar num país comparável ao Irã eu sinceramente não entendo.

E entendo menos ainda como alguém pode levar qualquer coisa que ele escreva a sério.

Monday, September 26, 2005

Commanding Heights

Acabei de assistir a série Commanding Heights : The Battle for the World Economy da PBS, baseada no livro de mesmo nome.

Longe de ser uma análise detalhada, essa série é uma high level overview das mudanças econômicas e políticas do século XX e começo do XXI.

O tom é pro-mercado/globalização, mas sem exageros. Os vários problemas e desafios do sistema, como volatilidade de capitais, mistura de interesses públicos e privados, e terrorismo, são tratados com destaque.

As imagens ajudam muito na compreensão do assunto. Fica muito mais fácil entender o tamanho da crise da Inglaterra socialista quando se vê aqueles montes enormes de lixo e os confrontos com a polícia. Poucas imagens mostram melhor o que é a forca do tal mercado (e o desastre que foi o comunismo) do que aquelas pessoas vendendo bugigangas depois da descriminalização da iniciativa privada nos países comunistas.

O melhor de tudo é que a série está disponível no site da PBS totalmente de graça. O mesmo material dos DVDs, mais de 6 horas de vídeo, abertos para quem quiser.

Um material e tanto.

Friday, September 23, 2005

Coisas que eu não entendo

Como levar à sério alguém que diz amar os EUA, e mora aqui por opção, mas que ao mesmo tempo define o atual governo como "teocracia fundamentalista bélica"?

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Como é que alguém pode achar que o Donahue ganhou esse debate com o O'Reilly?

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Como certos conceitos podem ser tão distorcidos só para se defender o governo?

Esse artigo do Daniel Gross (Slate's "Moneybox") é uma das coisas mais sem sentido que eu já li. Ele compara a falha de geradores auxiliares de energia com o sucesso da rede logística do WalMart... E depois faz uma confusão danada entre as diferenças de empresas de serviços (como a FedEx) e as de produtos (como a Entergy). Tudo isso para chegar a brilhante (e infundada) conclusão de que "There's no doubt the government could learn a great deal from the private sector about how to prepare for and respond to a natural disaster. But the private sector may have something to learn from the government, too."

Wednesday, September 21, 2005

"Armadilha da desigualdade"

Não gosto muito desses artigos que ficam querendo definir igualdade de renda como sendo a solução para todos problemas do mundo, mas esse até que ficou bom. O texto também cita o estudo do Doing Business. Quebrando o copyright do dia, lá vai o artigo inteiro (grifos meus):

"Brasil não só está entre os 4 países mais desiguais em estudo do Banco Mundial como tem mecanismos para perpetuar situação

Bird vê "armadilha da desigualdade" no país

FERNANDO CANZIAN
ENVIADO ESPECIAL A WASHINGTON

Mais uma vez, o Brasil recebeu destaque negativo em estudo do Bird (Banco Mundial). O país foi apresentado ontem como um dos mais desiguais do mundo e envolto no que a instituição chamou de "inequality trap" (armadilha da desigualdade).
Campeão da desigualdade social na América Latina, o Brasil só está melhor hoje do que quatro países africanos (Suazilândia, República Centro-africana, Botswana e Namíbia), segundo o Bird.
Pior: o Brasil reúne quase todos os ingredientes possíveis citados pelo estudo "Eqüidade e Desenvolvimento" para continuar perpetuando essa situação.
No trabalho, o país ganhou destaque em texto sob o título "Oportunidades desiguais persistem por gerações no Brasil".
Nele, o Bird observa que não somente a renda dos mais pobres é um problema, ao lado da falta de bons serviços como saúde e educação, mas que não há no Brasil condições e mecanismos de interação entre ricos e pobres.
O Banco Mundial vê avanços nos últimos 12 anos, principalmente após a implantação do programa Bolsa-Família no governo FHC e sua ampliação no governo Lula, mas constata que eles são absolutamente insuficientes para mudar o quadro.
No trabalho, o Bird considera "eqüidade" como chances iguais a todos, independentemente de cor, raça ou nível social.

Elite e poder
Já a "armadilha da desigualdade", segundo o Bird, dá-se quando a elite econômica e política se perpetua no poder, criando mecanismos financeiros e legislativos para manter o comando e obter vantagens.
Um exemplo clássico no caso brasileiro seria quando o Poder Legislativo ou Judiciário aumenta os próprios salários ou se recusa a cortar ganhos previdenciários incompatíveis com os do resto da sociedade.
O Bird cita outros exemplos, desde casamentos constantes entre os filhos de uma mesma elite política e empresarial à falta de financiamentos em condições iguais para ricos e pobres.
As desigualdades nos empréstimos revelam mais um problema no Brasil, segundo o Bird: a falta de um capitalismo mais avançado. "Se uma pessoa pobre tiver uma grande idéia, jamais conseguirá um financiamento bancário nas mesmas condições que alguém rico", diz o estudo.
Na apresentação do trabalho, o economista-chefe do Bird, François Bourguignon, disse que são dois os "pilares" do Bird para o desenvolvimento: clima favorável para investimentos nos países e concessão de poderes econômicos e sociais para os mais pobres.
"Quanto melhores forem o clima para negócios e a eqüidade social, maior será o potencial do crescimento e da distribuição de renda", diz Bourguignon.
Além de falhar na questão da eqüidade, o Brasil também foi colocado, na semana passada, na 119ª posição entre 155 países em um novo ranking do Bird que avaliou o clima para negócios em várias regiões do mundo.

O economista brasileiro Francisco Ferreira, um dos principais autores do estudo apresentado ontem, comparou a um "Estado de bem-estar social truncado" a atual situação brasileira.
"O Estado é muito bom em taxar as pessoas e distribuir o dinheiro somente entre os mais ricos. O que temos falhado em fazer é gastar mais em áreas onde as pessoas mais pobres mais precisam", afirmou.
Ferreira cita como exemplo clássico a educação: filhos de famílias ricas que estudam em bons colégios particulares acabam entrando nas universidades públicas. "Subsidiamos na universidade pessoas ricas que freqüentaram boas escolas privadas em vez de subsidiar mais pessoas pobres em escolas públicas", diz.
O economista afirma que, comparado à Coréia do Sul (um exemplo de país que massificou a educação pública de boa qualidade), o Brasil gasta de três a quatro vezes mais com pessoas adultas em universidades públicas.
Segundo o Bird, além de todas as dificuldades citadas para romper a "armadilha da desigualdade", o Brasil tem um problema adicional, que é uma das cargas tributárias mais altas do mundo.
Hoje, ela supera 36% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 12% no México, por exemplo -país que ainda teria espaço para aumentar impostos para subsidiar os mais pobres.
O estudo do Bird foi lançado na véspera do início da reunião conjunta entre o banco e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
O FMI deve anunciar hoje uma queda nas projeções de crescimento para as principais economias européias, um crescimento de 3,5% para os EUA neste ano e melhora no Japão. Também serão conhecidas as projeções para o Brasil e a América Latina.
O Fundo deve ressaltar também que os altos preços do petróleo e investimentos insuficientes tanto na produção quanto no refino do produto continuarão a constituir uma ameaça à economia global."

Monday, September 19, 2005

Nobody likes the rhinos

Como eu previa, esse plano do Bush de gastar 200 bilhões de dólares com a recuperação de New Orleans não está pegando bem com muitos Republicanos.

O Stephen Moore, do Wall Street Journal, lembra que "To put that $200 billion in perspective, we could give every one of the 500,000 families displaced by Katrina a check for $400,000, and they could each build a beach front home virtually anywhere in America."

Simplificações à parte, parece que o populismo do Bush começa a parecer mais democrata do que republicano. Por aqui, esse pessoal que fica no meio do muro é chamado de Rhino (rinoceronte), já que não é nem burro (democrata) nem elefante (republicano).

And nobody likes the rhinos.

Saturday, September 17, 2005

Miscellaneous

O que é mais chato?

Pingüim conservador, progressista, ou blogueiros que tem obsessão com isso?

O Smart aliás, parece se preocupar muito com conservadores ultimamente. Ele conseguiu a façanha de escrever q u a tro posts consecutivos sobre esse assunto. Go figure.

Mas do lado positivo, gostei desse post sobre a avaliação dos quatro anos da guerra contra o terrorirsmo. Discordo de algumas premissas (a guerra do Afeganistão foi ganha) mas realmente a confusão é grande e avaliar resultados é difícil.

***

Sobre a incompetência em New Orleans:

1 - O número de mortes causadas pelo Katrina em New Orleans até agora é de 558, e acredita-se que o pior já passou.

O prefeito Ray Nagan tinha dito que as mortes seriam pelo menos 10 mil, e 25 mil body bags foram trazidas para a cidade.

2 - Alguns comerciantes da cidade já estão reabrindo as lojas, e estima-se que a maior parte da cidade deve estar seca e habitável até o fim de outubro, totalizando aproximadamente 2 meses de tempo total de recuperação.

E ai, será que vamos ter muitos editoriais reconhecendo a eficiência do Bush? Ou quem sabe algum pedido de desculpas da imprensa pelo sensacionalismo exagerado? Ou será que o Prefeito de New Orleans deveria ser despedido por ter feito estimativas tão erradas?

***

Iraque

Até agora, o mês de Setembro tem sido o menos mortal para as tropas americanas no Iraque desde que a guerra começou.

A Alqaeda declarou guerra contra os xiitas, e na minha opinião errou feio. Duvido que os Sunis aceitem se aliar com al-Zarqawi, e com isso o foco da violência deve ficar na busca pelos estrangeiros que praticam atentados contra civis.

Já a demora na elaboração da constituição iraquiana deveria ser vista como progresso, e não como um problema. Se eles realmente conseguirem qualquer tipo de compromisso, sem que a maioria force a vontade na minoria, as chances de aprovação no plebiscito serão maiores.

E mesmo que essa constituição seja rejeitada depois, nada disso deveria ser considerado como derrota. O desafio é mostrar que desavenças podem ser resolvidas politicamente, mas não necessariamente de forma fácil e rápida.

Friday, September 16, 2005

Preemptive strike

Como já era esperado, o governo Bush prometeu a total reconstrução das áreas afetadas pelo Katrina.

Na melhor tradição populista, ele usou a oportunidade para prometer não somente a recuperação da estrutura destruída, mas também a "solução dos problemas socias" da região.

O custo total pode chegar a 200 bilhões de dólares, e obviamente o dinheiro tem que sair de algum lugar: do déficit.

O discurso de ontem poderia ter saído da boca de qualquer democrata (LBJ 2 - A missão). Os estrategístas republicanos explicam que se Bush não fizesse isso, os republicanos transformariam esse assunto na maior arma democrata para proxima eleição. Além disso, os democratas achariam maneiras de gastar ainda mais dinheiro do que será gasto agora.

E mais uma vez lá se vai o small government pela janela. E o mais irritante dessa história toda é que, no fim das contas, os Republicanos tem razão.

Thursday, September 15, 2005

Liberdade econômica

Mais um ranking, este medindo a liberdade econômica e criado pelo Fraser Institute. Este índice mede basicamente 5 fatores:

1 - Tamanho do Governo: Despesas, Impostos, e Empreendimentos
2 - Estrutura legal e Segurança do Direito à Propriedade
3 - Acesso à Fundos Confiáveis
4 - Liberdade de Comércio Internacional
5 - Regras de Crédito, Trabalho e Negócios

Num total de 127 países, o Brasil ocupa a posição 88. Estamos empatados com Equador, Haiti, Madagascar, Nigéria e Turquia, e atrás da Nicarágua (70), Índia (66), Quênia (59) e Chile (20).

Uma análise interessante desse estudo foi feita pelo cientista político Erik Gartzke, da Universidade de Columbia. Ele mediu a relação entre paz e o índice de liberdade econômica. O resultado é claro:



Quando se compara paz com democracia, o resultado é bem diferente:


Interesting stuff.