Tuesday, November 08, 2005

Égalité matando la Liberté

Não é uma surpresa que a imprensa americana esteja reportando essa "insurreição" na França como um problema racista. Afinal, se existe um aspecto da política interna francesa que não se rendeu às convenções socialistas (progressistas ou whatever) foi o de "reconhecimento" racial. Isto é, nada de "positive discrimination" por lá.

E deixando de lado o fato desses programas funcionarem ou não, eu não duvido que racismo seja parte dos problemas da França. Mas sem dúvida alguma, não é o maior e muito menos o único.

É frustrante ver como a grande maioria da imprensa americana simplesmente ignora os outros muitos fatores que contribuiram para essa crise, simplesmente porque a França, o mais socialista dos paises europeus, é o modelo que eles queriam ver implementado aqui nos EUA.

Somente o Wall Stree Journal lembrou que, por exemplo, desde a década de 70 os EUA criaram 54 milhões de novos empregos, enquanto a Europa toda criou somente 4 milhões (com a enorme maioria sendo de empregos estatais).

Fala-se com horror que o desemprego entre jovens descendentes de imigrantes é de 40%, mas vale lembrar que entre os jovens brancos franceses o desemprego é de mais de 20%. Nos EUA, esse número não chega nem a 10%.

Aproximadamente 400,000 europeus com pós-graduação moram nos EUA. Somente 1 em 7 planeja retornar. A imigração européia para os EUA aumentou 16% durante os anos 90.

De todos aspectos possíveis, as últimas décadas mostraram uma diferença enorme de resultados entre os EUA e a Europa. Adicionem a essa situação os gastos enormes americanos com guerras, enormes desastres naturais, etc, e a diferença é maior ainda.

E toda essa história de que os imigrantes da Europa são menos educados e mais pobres que os imigrantes daqui, e por isso a revolta, é um absurdo. A enorme maioria dos imigrantes mexicanos (estima-se quase 20 milhões atualmente em solo americano) são pobres e com pouco estudo.

A diferença maior se chama emprego. Um país pode pagar por seguro saúde, transporte, escolas, etc, mas um cidadão (principalmente jovem) sem desafios e sem perspectivas de crescimento nunca estará satisfeito. Os países do Oriente Médio são outro ótimo exemplo do completo desastre dessa fórmula. A liberdade de competir, suceder e falhar, é muito mais importante do que esse sonho impossível de igualdade que certos grupos insistem em empurrar garganta abaixo.

Mas a saída mais fácil é culpar o racismo. Em pouco tempo, o governo francês deve anunciar um programa de ajuda, e todo o mundo vai bater palmas.

Mais gastos, mais governo, mais desemprego.

38 comments:

Claudio said...

Muito estranho também o silêncio da burritsia aqui no Bananão. Parecem um pouco perplexos com tudo que está ocorrendo: "Como pode a França, nosso ideal de sociedade, mergulhar nesse caos?"

Faz uns 3 mesese, eu creio, li um livro chamado "Fabrica de Desempregados" de uma francesa que relatava como a Europa, e em especial a França, estava gradativamente deixando de gerar empregos por causa dos seus absurdos encargos sociais.

A professora de francês da minha esposa descreveu alguns programas sociais franceses que beiram a ficcção.

"Liberté, Fraternitè, Bundalalè"

destruidor said...

Estranho sua análise deixar de considerar Greenspan emitindo a certidão de óbito para a economia dos EUA:

'"The United States has lost control of their budget at a time when racking up deficits has been authorized without any control" from Congress, Breton said.'
http://www.rense.com/general67/greens.htm

Ou nem citar a concentração de renda crescente:

"Congressional leaders say it's time to get serious about the deficit, so they cut $36-billion in spending on the country's working poor. And then they give the wealthy $70-billion more in tax breaks."
http://www.sptimes.com/2005/11/06/Opinion/Let_them_eat_pork.shtml

Deve ser horrível ser um agente de propagação de desinformação. Puxa, acho que você fica doente quase toda semana e toma muito remédio.

Ainda bem que o Brasil está cada vez melhor.

Cláudio said...

Como todos sabemos ricos comem dinheiro. Logo o Estado deve tirar o máximo que puder deles para dar aos pobres. Está dando certo na Europa, vai dar certo em qualquer lugar do mundo.

Rafael Azevedo said...

Silêncio nada, Claudio. Ontem o Jabor apareceu no Jornal Nacional dizendo que era tudo "culpa da pobreza" em que esses coitadinhos desses baderneiros vivem... claro que ele se esqueceu de dizer que se a França gastasse uma fração da fortuna que gasta pra subsidiar a coçação de saco desses vagabundos dos banlieues e a investisse na geração de empregos para eles essa bomba-relógio teria sido desarmada há muito tempo.

Marcos Gomes said...

Destruidor? Cláudio?
Isso que vocês escrevem é sarcasmo ou vocês são do PT?

Rafael...
Quanto mais se dá esmola, mais se ganha voto e mais se tem um povo alienado, esse regra não é usada só aqui no Brasil.
Mas como o Paulo mencionou, não basta só isso para um jovem que tem desejos.

A França é na verdade o ultimo dos paises comunistas. Fidel não tarda a bater as botas e a China é o maior país capitalista escravocrata do mundo.

Rezo para que Lula não continue no poder, assim corremos menos risco de crescermos e virarmos uma França ou China.

Cláudio said...

Marcos, you tell me ;-)

Solon said...

Olha, meu entendimento baseia-se no que tenho lido de pessoas que escrevem diretamente da França, sejam nascidos lá ou vivendo lá há algum tempo. Minha impressão é que, sim, o racismo é fato bastante importante na equação.

O problema principal, concordo, é a falta de possibilidades para a tal mobilidade social. Não é só o fato de o desemprego para os jovens imigrantes estar em 40%, já que o Estado lhes fornece certas garantias sociais que fazem o desemprego não parecer necessariamente tão ruim.

O problema está na falta de perspectivas de integrar esta sociedade, sim. Mas tudo que leio vindo da França deixa muito claro que estas faltas de perspectiva têm uma fundação racial muito forte.

A falta de políticas que integrem esses imigrantes à sociedade francesa, que lhes forneça ferramentas e possibilidades de deixar de ser apenas sustentados pelo Estado e marginalizados em espécies de guetos, é apenas um reflexo de uma sociedade francesa que vê em seus imigrantes a escória da sociedade. E que, como tal, merece ser sustentada pelo Estado para que os cidadãos se sintam mais caridosos e de bem consigo mesmos.

Mas não consigo ver este tipo de manifestação, de revolta popular, sem que haja um mínimo de identificação dos revoltados enquanto grupo. E o que lhes dá essa identificação, a origem desta sua revolta, é seu status de imigrante, relegado à periferia da sociedade que não só não lhes aceita, como lhes trata com pena.

Quanto ao silêncio da imprensa brasileira ou norte-americana, vocês fariam bem em diminuir a paranóia pelo menos um pouco (e falo isso sem nenhum espírito de agressividade). Uma coisa que eu gostaria de comentaristas conservadores, brasileiros ou otherwise é que tivessem amigos jornalistas, e pudessem viver um pouco da realidade de uma redação.

A tal grande mídia norte-americana e brasileira se silencia sobre esses problemas pela mesma razão que tantos comentaristas da direita norte-americana insistem com a idéia da Eurábia: ignorância. Estão a um oceano de distância dos eventos, sem conhecimento algum das questões político-sociais do local, tendo que escrever matérias diárias que atraiam seus leitores.

Assim, como não têm os meios para dar perspectiva aos fatos, só lhes sobra noticiar aquilo que é certo (mortos, feridos, locais incendiados, o fato de os revoltosos serem imigrantes, e o fato de os tumultos terem iniciado depois da morte de dois jovens imigrantes que estariam fujindo da polícia).

Não há nenhuma conspiração de esquerda, francofílica, por trás do viés da grande mídia. Até porque, a maior parte dos jornalistas (no Brasil, ao menos), só conhece a França da década de 60 e não faz a menor idéia do que acontece por lá nos dias de hoje.

Cláudio said...

Solon, não tem sido essa reação que tenho visto dos especialistas convidados a falar nos programas jornalísticos, mais precisamente a Globonews. Fora isso, a mesma distância que os separa dos acontecimentos na França também os separa dos acontecimentos nos EUA e não é por isso que eles se furtam de comentar aos montes os eventos que ocorrem no quintal do Tio Sam.

Basta ver os intelectuais convidados para dar entrevistas nos programas daqui (acho que naquele Milenium da Globonews para cada 10 convidados uns 7 devem ser franceses) que é notória a admiração que a nossa classe intelectual tem pelo modelo de Estado francês.

Eu não digo que está havendo uma tentativa orquestrada de proteger a França, mas não descarto tentativas isoladas de cada intelectual ou jornalista de proteger aquilo no que acredita profundamente.

Quanto ao assunto integração, a professora de francês da minha esposa comentou que não é raro ter 3 gerações de uma família de imigrantes onde nenhum deles sequer se dá o trabalho de aprender o idioma local. Quanto dessa declaração é contaminada pelo racismo que você comentou eu não sei mas é um dado de alguém que viveu lá.

Grande Líder da Silva said...

E se ninguém tiver culpa? For tudo obra do acaso? Isso é possível?

Além do mais, como é possível protestar sem mensagem? E será o "movimento" vai se espalhar pela Europa?

São relativamente poucas perguntas para muitos experts.

Paulo said...

Destruidor,
Sera que vc acha que so mudando o nome as suas ideias ficam mais novas, ou menos loony. Please, wake up crianca. A economia americana tem varios problemas, mas eh preciso comparar com as outras economias mundiais e nao seu mundinho de fantasia.

Solon,
Mas se o problema fosse somente pobreza ou alienacao os mexicanos aqui teriam todo motivo do mundo para se revoltar. As comunidades mexicanas sao tao isoladas quanto as africanas da Europa. Uma enorme maioria nao sabe falar ingles, e se vc acha que a "zelite" daqui eh mais boazinha que a europeia vc esta enganado.

E mais, toda a politica de affirmative action 'ajuda' na maioria dos casos os negros. Os latinos tem naturalmente menos acesso e pelo eu noto, menos propensao a usar esse tipo de programa.

E eh por isso que eu vejo como principal diferenca o emprego. Os latinos aqui conseguem ver sua situacao melhorando com seu trabalho, conseguem abrir negocios por mais simplorios que seja, conseguem pelo menos ver que o esforco individual causa uma mudanca na sua situacao.

Eh uma questao economica, mas tambem psicologica. Uma sociedade que da os servicos basicos, incluindo lazer (veja quantos relatorios sobre os clubes esportivos da regiao dessas revoltas) mas nao da oportunidade de crescimento individual, eh uma sociedade que esta fermentando revolta.

E sobre a imprensa, essa desculpa de desinformacao pode ate valer para o Brasil, mas nao para os EUA. Aqui a desinformacao eh orquestrada, e tem motivos bem claros.

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Cláudio said...

Eu diria que é uma mistura de problemas. Por alto:

A) Falta de emprego. A França, não satisfeita por não gerar empregos, vem empurrando as pessoas produtivas para baixo do Estado. Não tenho aqui agora os dados da autora que livro que mencionei lá em cima, mas os números assustam.

B) Desintegração: latinos mesmo não falando o idioma inglês, possuem uma cultura mais parecida com a americana, em termos de valores. Por outro lado, existe um abismo entre as cultura dos muçulmanos e do ocidente. Isso facilita uma desintegração.

C) Discriminação: não duvido que vários dos imigrantes sejam discriminados por diversos fatores. Os progressistas os vêem como pobres coitados dignos de pena e esmola. Os nacionalistas os vêem como aqueles que recebem o
fruto da alta carga tributária. Nenhum dos dois cenários é confortável.

Claudio said...

Três textos sobre o assunto:

http://www.guardian.co.uk/frontpage/story/0,16518,1637465,00.html

http://today.reuters.co.uk/news/NewsArticle.aspx?type=worldNews&storyID=2005-11-08T170814Z_01_WRI861559_RTRUKOT_0_TEXT0.xml&related=true

http://www.institutoliberal.org.br/coanter/08-11-2005.htm

Paulo said...

Ainda nao tive tempo de ser seus links, mas achei esse ontem e eh interessante:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2005/11/08/ult2682u56.jhtm

Jorge Nobre said...

Bem, estou lendo o 2blowards e eles também sugerem links. São muitos, então vou só dar o link do post onde estão os outros links: http://www.2blowhards.com/archives/002387.html#002387

smart shade of blue said...

Hã ?

"Quanto ao assunto integração, a professora de francês da minha esposa comentou que não é raro ter 3 gerações de uma família de imigrantes onde nenhum deles sequer se dá o trabalho de aprender o idioma local."

Claudio, você conhece a Flórida ?

"latinos mesmo não falando o idioma inglês, possuem uma cultura mais parecida com a americana, em termos de valores."

Ah, mas Samuel Huntington...bem, deixa pra lá.

Muita gente dirá que o problema gaulês não é a pobreza, afinal na França apenas 6,5% da população vivem abaixo da linha de pobreza (contra 12% nos EUA). Exceto pelo fato de que a pobreza é concentrada em segmentos restritos da população _ e deixo à vossa imaginação descobrir qual é.

Ia esquecendo:

"France is in the midst of transition, from a well-to-do modern economy that has featured extensive government ownership and intervention to one that relies more on market mechanisms. The government has partially or fully privatized many large companies, banks, and insurers. It retains controlling stakes in several leading firms, including Air France, France Telecom, Renault, and Thales, and is dominant in some sectors, particularly power, public transport, and defense industries. The telecommunications sector is gradually being opened to competition. France's leaders remain committed to a capitalism in which they maintain social equity by means of laws, tax policies, and social spending that reduce income disparity and the impact of free markets on public health and welfare. The government has lowered income taxes and introduced measures to boost employment and reform the pension system. In addition, it is focusing on the problems of the high cost of labor and labor market inflexibility resulting from the 35-hour workweek and restrictions on lay-offs. The tax burden remains one of the highest in Europe (43.8% of GDP in 2003). The lingering economic slowdown and inflexible budget items have pushed the budget deficit above the eurozone's 3%-of-GDP limit. Finance Minister Herve GAYMARD has promised that the 2005 deficit will fall below 3%."

Solon said...

Cláudio: conheço montes (mas bota montes nisso) de gente que morre de amores por "pensadores" franceses. Maffesoli, Houellebecq, Lipovetsky, Baudrillard, Vatimo, Viriliot e toda essa cambada pós-modernista, são figurinhas mais que carimbadas em 80% dos estudos em comunicação.

Agora, te dou certeza absoluta que se tu pedires a essas mesmas pessoas que idolatram Maffesoli, que discutam um pouco questões sócio-políticas do Estado francês, a maioria sequer saberá te dizer quem é Dominique de Villepin.

Brasileiros têm longa história de amor intelectual com a França, cuja origem em nada tem a ver com a comunicação e o jornalismo. E muito menos com modelos sócio-econômicos.

Paulo: "Uma sociedade que da os servicos basicos, incluindo lazer (veja quantos relatorios sobre os clubes esportivos da regiao dessas revoltas) mas nao da oportunidade de crescimento individual, eh uma sociedade que esta fermentando revolta".

Não discordei disso em momento algum. Mas acho que isso é tão importante quanto o aspecto racial. Se é isso que torna os imigrantes "infelizes", é o fato de se identificarem com a identidade de imigrantes que os permite se revoltar em uníssono.

E também tenho a impressão que esta falta de oportunidade para o crescimento individual é apenas um reflexo do racismo de uma sociedade que não tem interesse algum em incentivar esta integração.

Tentem ler comentários de franceses, ou de pessoas que moram lá atualmente. O OxBlog está com posts excelentes sobre o assunto. Para mim, quando faço isso, fica absolutamente óbvio o quanto o racismo é importante no atual estado da sociedade francesa.

Como já disse algumas vezes (e já vi vários outros comentaristas dizerem), esses riots me lembram muito mais o que aconteceu em Los Angeles em 1965 do que uma "intifada francesa" ou coisa que o valha.

Paulo said...

Hmm, parece que eu e o Smart estamos mais em acordo nessa questao. Nao acho que exista muita diferenca entre os problemas americanos e europeus na area social.

Porem, caro Smart, essa tentativa de mostrar que os problemas economicos franceses sao de alguma forma relacionados com as pequenas aberturas economicas que estao sendo feitas nos ultimos anos eh triste. Primeiro, tais mudancas so comecaram a acontecer justamente por causa dos problemas. Segundo, sao tao pequenas que ate agora nao apresentaram mudanca alguma. Todas trends de desemprego, % do PIB produzido pelo Estado, etc, continua praticamente a mesma.

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Paulo said...

Solon,
Duvido muito que esses protestos sejam equivalentes aos de LA. Poxa, aquelas era pessoas exigindo igualdade social e o fim do 'racismo oficial'. O racismo frances nao eh oficial, eh informal. Pelo que eu saiba, ninguem precisa frequentar escolas segregadas ou andar no banco de tras dos onibus.

Dizer que as escolas dos bairros pobres sao piores, ou que os ricos franceses nao consideram os imigrantes como iguais eh facil. Eh assim em qualquer lugar oras.

Ainda continuo firme com a minha teoria de problemas economicos com profundos efeitos psicologicos. Sounds fancy, mas eh simples, acho que expliquei razoavelmente no meu post.

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Infelizmente

smart shade of blue said...

Solon,

O racismo francês não é oficial ?

Paris, uma cidade com Notre Dame no meio e shadors proibidos nas escolas...

Paulo,

Em nenhum momento pretendi associar a "pequena abertura" com o que está acontecendo.

A graça do texto entre aspas é sua procedência...

Cláudio Cordeiro said...

Quer dizer q o uso do chador agora designa uma raça? Essa não é boa, é ÓTIMA!

Paulo said...

Opa, quem disse que o racismo nao eh oficial fui eu. E nao eh mesmo! Nem 'positivo', como aqui nos EUA, nem negativo como ja foi por aqui.

Mas como sempre, vao consertar o pneu e deixar o eixo torto (ok, a analogia eh ruim mas nao consegui pensar em outra :-))

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smart shade of blue said...

Caro Claudiostridium,

Er, não. Afinal há milhões de brancos gauleses muçulmanos e bilhões de camíticos católicos.

A noção de proxy lhe é estranha, como aliás, quase tudo mais.

Paulo,

Yep, me enganei, não foi o Solon, foi você. Sobre oficialismos oficiais e não oficiais, gosto da frase do Anatole France:

"“The law, in its majestic equality, forbids rich and poor alike to sleep under bridges, beg in the streets or steal bread.”

Paulo said...

Smart,
How about:
"True individual freedom cannot exist without economic security and independence. People who are hungry and out of a job are the stuff of which dictatorships are made."
FDR

smart shade of blue said...

Não vejo a contradição.

Paulo said...

A diferenca eh que o problema nao eh so pobreza, e sim empregos. Os revoltados la na Franca nem sao tao pobres (ninguem ali dormia em baixo de ponte).

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Cláudio said...

Smart, sim, eu conheço muito a Florida. E você está errado nessa tentiva de traçar um paralelo.

E nosso papo pára por aqui.

Cláudio said...

Paulo, talvez ninguém durma embaixo da ponte porque, ainda segundo a professora de francês da minha esposa (não chequei a info, por isso botei o "talvez"), o governo DÁ resisdências caso você não possa comprar uma. E o melhor: a residência é do tamanho apropriado para a família.

Cláudio Cordeiro said...

Camíticos também foi ÓTIMA. Será q a ONU já reconhece isso como raça????
Smart, Smart. Tu é muito burrinho, achei q fosse melhorzim. Achar q a proibição do chador é racismo é só mais uma prova disso.

Cláudio said...

Pra se ter uma idéia de quão alienados e estúpidos são nossos "intelectuais":

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/opiniao/2005/11/09/joropi20051109001.html

Jorge Nobre said...

O monumento ao Cristo Redentor é a melhor prova de quanto o Brasil é racista. Estranho que nenhum movimento pela igualdade racial tenha se manifestado ainda contra o Cristo Redentor. (Eu costumo dizer o que penso de alguém em meus blogs, mas depois de ler que a presença de notre dame é uma prova do racismo oficial francês eu não resisti...).

Cláudio Cordeiro said...

Ha! Ha! Pois é, Jorge. Acho que segundo o nosso glorioso Tim Lopes da blogosfera pra acabar com o racismo institucional francês só mesmo derrubando aquela igrejinha ridícula e construindo uma mesquita no lugar...... ou quem sabe uma central sindical, q organizasse passeatas contra o racismo?

smart shade of blue said...

Claudio (Shikida),

Como sabe, gosto muito de você, e admiro seu trabalho no De Gustibus.

Mas acho que o conjunto "você está errado" e "o papo pára por aqui" não faz realmente juz à imagem que tenho de você. Uma das razões pelas quais te admiro é a capacidade argumentativa, e nesse caso aqui sua resposta à minha colocação simplesmente foi insatisfatória.

Pode até ser que o paralelo esteja errado, mas há que explicar porque. Quando citei o Samuel Huntington, pensando em seu último livro, foi justamente porque ele e muita gente do lado da direita acham exatamente o que eu disse.

Jorge Nobre,

Não adianta nem tentar. Não converso mais com pessoas portadoras de dificuldades especiais.

Claudio (Cordeiro)(sic),

Idem, ibidem.

Cláudio Cordeiro said...

Nunca quiz "conversar" com vc, Smerd. Minha intenção era apenas desmascarar sua pobreza mental e mostrar quem vc realmente é por baixo do seu verniz de wikipédia. Mas vc foi tão gentil q fez tudo sozinho......

Cláudio said...

Interrompo o "paro por aqui" apenas para informar que eu não sou o Claudio Shikida.

smart shade of blue said...

Claudio Avolio,

Realmente, um grande mal entendido. Obrigado por alertar-me.

Jorge Nobre said...

Smart,


hahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha ha hahaha hahaha hahahahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha ha hahaha hahaha hahahahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha ha hahaha hahaha hahahahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha ha hahaha hahaha hahahahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha ha hahaha hahaha hahahahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha ha hahaha hahaha hahahahaha haha hahaha haha hahaha hahaha haha hahahaha haha hahaha hahahaa ha haha haha haha hahaha hahaha hahaha hahaah hahaha 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two cents said...

Putz, essa foi memorável...

Engraçado esse tal Smart querer argumentos para tudo. Meu filho, às vezes as pessoas TÊM argumentos, mas preferem não ficar batendo boca. Entende o conceito? Não parece.

Marcos Gomes said...

Um exemplo pratico:
Existe um PHD na UFRN que forma em média 20 alunos por ano na área de física com especialização em petróleo e gás. Todos esses alunos automaticamente recebem um convite para fazer um doutorado ou pós em uma universidade francesa. Pelo que me falaram, existe uma bolsa de US$ 1 milhão para cada um usar em pesquisas.
Veja que curioso, quase 100% desses 20 brasileiros vão a França conhecer a faculdade que lhes oferece essa boquinha.
Conversei com um deles, que acabara de voltar, e ele contou que em uma única praça por onde passara, foi abordado em seqüência, 3 vezes pela polícia.
Dos 20 que se formam, apenas 1 aceita morar na França.
Será que esse rapaz se sentiu constrangido ou foi a história de levar o pão debaixo do braço que vez ele voltar para a terra do Lulinha?