Saturday, July 22, 2006

The key to wisdom: Strong Opinions, Weakly Held

"Perhaps the best description I’ve ever seen of how wise people act comes from the amazing folks at Palo Alto’s Institute for the Future. A couple years ago, I was talking the Institute’s Bob Johansen about wisdom, and he explained that – to deal with an uncertain future and still move forward – they advise people to have “strong opinions, which are weakly held.” They've been giving this advice for years, and I understand that it was first developed by Instituite Director Paul Saffo. Bob explained that weak opinions are problematic because people aren’t inspired to develop the best arguments possible for them, or to put forth the energy required to test them. Bob explained that it was just as important, however, to not be too attached to what you believe because, otherwise, it undermines your ability to “see” and “hear” evidence that clashes with your opinions. This is what psychologists sometimes call the problem of “confirmation bias.”

Bob Sutton via Marginal Revolution.

5 comments:

Fernando said...

É vero, é importante estar errado pelo menos uma vez por semana.

[]s

hermenauta said...

Me surpreende, Paulo, que você se impressione com um jogo de palavras tão bobo.

Da forma como o Bob caracteriza uma "weak opinion", depreende-se que uma "strong opinion" é aquela que possibilita inspiração para se desenvolver melhores argumentos e energia para testá-los. Deveria ser óbvio, então, que quanto mais uma opinião tem ótimos e bem testados argumentos, mais "deeply held" ela se torna. Por outro lado, uma opinião sem bons argumentos deveria ser "weakly held". Deveria, mas não é, porque esta abordagem não leva em conta o "sistema de crenças" de uma pessoa.

Veja o seu próprio comportamento no caso do post abaixo: em março de 2004 você não fez um post com as estatísticas das baixas da coalizão demonstrando que a invasão foi um erro. E se as baixas subirem de novo, você certamente vai "esquecer" este argumento gráfico e voltar ao fundamentalismo que caracteriza seu "gerenciamento de ativos mentais" (para fazer um paralelo financista).

Paulo said...

Smart,
Mas esse eh justamente o ponto do Sutton. By "weekly held" ele quer dizer open to challenge. A critica dele me parece ser contra os ceticos profissionais, que nunca acreditam em nada por medo de estarem errados.

E sobre o Iraque, a critica foi sobre a cobertura da imprensa. Eh so vc clicar no arquivo de marco de 2004 e ver como a minha critica na epoca foi tambem da cobertura exagerada da imprensa.

Os meus motivos sobre a guerra realmente nao sao tao influenciados assim por numero de mortos, porque essa conta eh sempre enganosa (nao mostra quantos morreriam se o course of action fosse outro).

[]s

hermenauta said...

Mas os céticos profissionais nunca foram um problema. O problema, justamente, são os crentes profissionais, cuja crença está mais movida pelo interesse do que pelos padrões de evidência.

Está esclarecido: em março de 2004 você criticou o exagero da imprensa, e agora, critica sua timidez, certo ? ;)

Interessante é que no atual recrudescimento da crise iraquiana há menos baixas do lado da coalizão mas muito mais mortes entre os iraquianos. O preço do quadro estático é cobrado sempre pela intertemporalidade, porém.

Paulo said...

Os 2 sao um problema. Na verdade, sao variantes de um mesmo defeito: o exagero cego.

E vc esta certo: a imprensa estava errada nas duas situacoes. Foi carnavalesca demais quando a situacao piorou, e agora que as mortes americanas diminuiram simplesmente nao tocam no assunto.

O aumento das mortes iraquianas era esperado, e mostra que pelo menos o treinamento americano esta funcionando. Agora eh ver se as fundacoes democraticas resistem mais tempo que o desespero das guerrilhas. Se resistir, as chances de uma melhora sao grandes.

[]s