Wednesday, March 15, 2006

O bias da imprensa americana

A universidade de Columbia lancou um estudo chamado The State of the News Media 2006.

O material é grande e interessante, mas a parte mais chamou minha atenção foi uma pesquisa com jornalistas. Vejam os resultados:





"The percentage identifying themselves as liberal has increased from 1995: 34% of national journalists describe themselves as liberals, compared with 22% nine years ago. The trend among local journalists has been similar - 23% say they are liberals, up from 14% in 1995. More striking is the relatively small minority of journalists who think of themselves as politically conservative (7% national, 12% local). As was the case a decade ago, the journalists as a group are much less conservative than the general public (33% conservative)."

--x--

Em outra pesquisa, essa da CBS, os americanos (a favor e contra o Bush) deixaram bem claro como não confiam na imprensa:

"24% of respondents felt the media were "making things in Iraq sound better than they really are," 31% felt the media were making things sound "worse than they really are," and 35% felt the media were "describing the situation in Iraq accurately." (10% did not give an answer.)"

"To better understand these results, it's worth looking at the party breakdown of the responses. Among Republicans, perhaps unsurprisingly, only 8% thought the media were making things in Iraq sound better than they really are, whereas 57% thought the media were making things sound worse than they really are. 30% of Democrats, meanwhile, thought the media were making things sound better than they really are, and only 14% thought they were making things sound worse than they really are. (Democrats, incidentally, seem to have the most faith in the media, with 43% saying that the media were describing the situation in Iraq accurately. Only 30% of Republicans said the same.)"

34 comments:

Artur said...

Paulo,
Agradecendo seu amável convite à permanência nesta "caixa", mas não prometendo bom-mocismo, nem me atendo só a temas "não-brasileiros", envio, por pura provocação, o trecho abaixo que, imagino, comprova que bias e trombada entre manchete e texto são mesmo um fenômeno de esquerda. Afinal, a pérola foi publicada no diário oficial dos comunistas de SP, a combativa FSP.

"Trabalhador terá poder reduzido no Sistema S

JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo vai abrir a gestão do Sistema S para os trabalhadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará amanhã decretos que criam mais de 300 vagas para sindicalistas nos conselhos (nacional, fiscal e regional) do Sesi, do Senai, do Sesc e do Senac -que hoje são controlados por representantes dos patrões. Neste ano, essas quatro entidades movimentarão cerca de R$ 8,7 bilhões.[...]"

Paulo said...

Artur,
Nao quero parecer chato, mas eu nem sei o que Sistema S eh. A noticia que vc postou faz zero sentido para mim.

Mas eu nao duvido que seja no estilo daquela do USA Today. O problema eh a quantidade de um lado e do outro.

[]s

Bruno Chiarelli said...

Seu pedante! :)

Sistema S: Sesc, Senai, Senac, Sesi.

Societies supposedly skilled to serve in social services and solve
our severe situation. Somewhat senseless, serve solely to suck our salaries and sink our souls in a sea of shit.

I tried! :)

Solon said...

Não é implicância, sequer corporativismo, mas os números sobre a opinião pública em relação à maneira com que a mídia trata o Iraque não me parece ter signifância alguma para o que quer que seja.

Artur said...

Paulo & Bruno,
Mesmo não sabendo o que é sistema S - ou tendo que explicá-lo a la Carroll - creio que qualquer leitor não-borderline veria conflito entre a manchete e o texto enviados.
É desconfortável receber contraprovas de nossos mais caros apriorismos, n'est-ce pas?
Abraços sertanejos.

Cisco said...

Solon: tem importância para mostrar o quão diferente a mídia pensa do resto da população. Mais especificamente, considerando que auto-identificação ideológica e opinião sobre "tratamento que a mídia dá a Bush" se dividem fortemente em linhas partidárias, são dados que ilustram que os jornalistas pendem para um lado ou para outro.

Mas a pesquisa que o Paulo indicou não prova que a cobertura de fato pende mais para um lado ou para o outro. É perfeitamente possível que haja uma tendência a reportar más notícias porque é assim que a imprensa costuma funcionar e jornalistas são conservadores (com 'c' minúsculo) quanto aos seus próprios trabalhos.

Solon said...

"É perfeitamente possível que haja uma tendência a reportar más notícias porque é assim que a imprensa costuma funcionar"

que tendência? aonde está indicada a existência desta tendência na pesquisa? a pesquisa não diz NADA sobre a maneira com que jornalistas cobrem o Iraque.

o único fato relevante é, de fato, que há mais conservadores na população em geral do que entre jornalistas. mas acho que se alguém se desse ao trabalho de procurar, a tendência se repetiria entre vários outros segmentos da sociedade norte-americana (professores universitários, artistas e por aí vai). e de qualquer jeito, é um fato que, por si só, não diz coisa nenhuma.

Paulo said...

Eu acho que diz. Se vc tem mais medicos conservadores realmente nao importa, porque medicos nao lidam com politica na sua profissao. Mas jornalistas lidam diretamente com politica, e sabe-se bem que nao sao somente reporters e sim formadores de opiniao.

[]s

Paulo said...

Artur,
Vc podia pelo menos ler o que eu escrevi. Eu nao disputo que exista o mesmo problema do lado de la, mas a quantidade com certeza eh menor.

[]s

Cisco said...

Solon, óbvio que há a tendência de relatar notícias ruins. Sobre qualquer assunto. Boas notícias recebem pouca atenção independentemente de quem tem a ganhar com elas.

A pesquisa realmente não diz nada sobre como jornalistas cobrem o Iraque. Se tu voltar no meu comentário, vai notar que eu também não disse nada sobre o Iraque. Devia ter dito, claro, porque ele é o elefante nesta sala de debates.

Quanto a não dizer coisa nenhuma, fico com o que o Paulo disse. Mas um pouco menos. Tenho certeza que muitos desses jornalistas pesquisados não trabalham com política, direta ou indiretamente.

Paulo: a discrepância entre mídia nacional e local é grande. Será um caso de "é preciso ser liberal para crescer na carreira"? O problema pode estar no topo da cadeia.

Solon said...

Paulo e Cisco: e daí que eles lidam com política, e daí que são formadores de opinião? eu ainda não consegui entender qual é o suposto problema.

se alguém fizer a mesma pesquisa com o punditry da blogosfera norte-americana, tenho certeza absoluta que se encontrará semelhante desbalanço, mas dessa vez pendendo para o lado conservador. e novamente pergunto: e daí?

Paulo said...

Solon,
Vai la na pesquisa do new media e veja a secao sobre blogs. O numero de liberais ainda eh maior.

E dai? Dai que se vc tem um ponto de vista mais difundido (e vc pode argumentar que personal belief nao influi mas eu acho que influi) vc tera um bias maior daquela lado. As consequencias disso sao muitas, de formador de opiniao a formador de policies.

Cisco,
Sim, a midia nacional eh bem mais liberal e fica evidente que com a excecao da Fox News, isso se deve as redes grandes de TV (ABC,CBS,NBC). Acho que tem muito a ver com a formacao academica desse pessoal. O fato de que as faculdades humanas de nome sao notadamente liberais influi na formacao dos melhores alunos, que consequentemente acabam tendo os melhores empregos.

Solon said...

"E dai? Dai que se vc tem um ponto de vista mais difundido (e vc pode argumentar que personal belief nao influi mas eu acho que influi) vc tera um bias maior daquela lado. As consequencias disso sao muitas, de formador de opiniao a formador de policies."

e daí? no momento em que tu acha que "personal belief" vai gerar bias, tu assume que qualquer formador de opinião vai ter bias. so?

Cisco said...

Paulo: tua hipótese é bem melhor que a minha, mas eu acho que elas podem ser complementares e não mutuamente exclusivas.

Solon: todos vão ter viéses, mas se há um desequilíbrio notável, isso é interessante e pode influir no produto final. Há um viés anti-científico entre os estudantes de comunicação (quantos colegas nossos declaravam "odiar matemática", por exemplo?) e isso pode, e muito, explicar a baixa qualidade da cobertura de assuntos científicos na mídia. O viés liberal/anti-Bush/whatever pode ter um efeito semelhante.

Solon said...

mas e se o número de jornalistas com esse viés anti-científico for igual ao da população em geral, não terá problema? pelo menos até agora eu achava que o que seria interessante do resultado da pesquisa é a diferença entre a opinião pública em geral e a dos jornalistas.

Paulo said...

Solon,
O primeiro passo eh entender e admitir que o problema existe. Como eu disse para o Artur, eu nao estou dizendo que o pessoal de esquerda eh intrinsicamente pior que o de direita. Mas identificar que existe uma proporcao muito maior de esquerda e assumindo que o bias eh independente da orientacao politica prova por A+B que o bias de esquerda eh maior.

O que pode ser feito? Nao muito. Acho que o fato desse bias nao ser assumido (pelo menos oficialmente pelos jornais/tvs) mostra que a intencao nao eh somente avancar um ponto de vista e sim avanca-lo por debaixo dos panos, disfarcado de neutro.

O mercado vai aos poucos deixando isso evidente, como por exemplo, o sucesso da Fox News. Porem, o exagero de um lado gera uma reacao exagerada deoutro. Se o povo em geral pelo menos soubessse do bias e deixasse claro que nao concorda, quem sabe a situacao melhoraria no geral.

Isso partindo do principio que as pessoas querem ser informadas sem bias. Mas ai a discussao ja eh outra.

[]s

Solon said...

"O que pode ser feito? Nao muito. Acho que o fato desse bias nao ser assumido (pelo menos oficialmente pelos jornais/tvs) mostra que a intencao nao eh somente avancar um ponto de vista e sim avanca-lo por debaixo dos panos, disfarcado de neutro."

ah, enfim. era isso que eu queria, a teoria da conspiração. agora, sim, o post faz sentido.

"Isso partindo do principio que as pessoas querem ser informadas sem bias. Mas ai a discussao ja eh outra."

mas como diabos fazer informação sem bias se chegamos à conclusão de que todo mundo terá bias, a partir de sua formação política?

ao que eu confirmo minha impressão ao ler o teu blog, o blog do Francisco, o Instapundit ou de qualquer outro comentarista conservador: o problema não é o bias, mas o fato de ele ser liberal.

existe uma longa explicação para demonstrar porque o que vocês estão fazendo é exatamente aquilo que mais reclamam em jornalistas, isto é, falar de algo sem conhecimento de causa. mas eu ando sem paciência, então essa explicação tem que ficar pr'outro dia.

Cláudio said...

Droga, estava acompanhando isso com tanta atenção. Agora vou ter que esperar um outro dia.

Paulo said...

Solon,
Primeiro de tudo, eh preciso diferenciar entre news reporting e op-ed. Acho que quando vc vai dar opiniao sobre algo, o bias nao somente eh inevitavel como obvio. Eu nunca tentei dizer que as opinioes que eu escrevo aqui sao imparciais. Os fatos em que eu baseio as opinioes deveriam ser.

O problema eh que a news reporting media nao consegue ser imparcial. Algumas pessoas acham isso incompetencia ou ma fe. Eu acho que eh algo tao intrinsicamente humano que nao pode ser evitado.

O que eu queria entao, eh somente que isso fosse exposto. Porque sendo assim, o NYT teria que contratar quem sabe reporteres de backgrounds/belief systems diferentes para poder realmente tentar ser imparcial.

Nao acho que isso seja teoria da conspiracao, acho que eh somente a constatacao de um fato bem evidente.

Seria interessante vc mostrar porque eu estou errado.

[]s

Paulo said...

So terminando o ponto sobre "nao sei se as pessoas querem imparcialidade", acho que o sistema atual eh do jeito que eh porque as pessoas nao querem admitir que gostam de noticias parciais.

Acho que se tivessemos mais ideia de quem reporta o que, acabariamos tendo menos radicalismo porque as pessoas seriam forcadas a confrontar o seu proprio bias. Quer dizer, se alguem citasse um jornal que so retrata um lado da historia (o que ja acontece debaixo dos panos) qualquer discussao perderia um pouco o sentido.

Essa ideia nao eh tao absurda assim. Em muitas areas profissionais as coisas funcionam assim. Quando vc vai num psicologo, vc pergunta qual eh a formacao dele. Vc sabe que vai ter uma interpretacao X de um jungniano e Y de um freudiano. Mesmo quando vc vai num medico, vc tem opcoes. Hoje em dia, a maioria do pessoal que le o LA Times eh left wing, e quem le o WSJ eh right wing. Porque nao colocar as coisas a limpo?

[]s

Artur said...

Paulo,
Só não entendi pq cabe, exclusivamente, ao NYT a tarefa do equilíbrio.
A "imparcialidade jornalística" é pura ficção, como bem sabem todos quantos aqui palpitam. É um argumento capcioso que usamos todos quando nos convém.

Solon said...

"A "imparcialidade jornalística" é pura ficção, como bem sabem todos quantos aqui palpitam. É um argumento capcioso que usamos todos quando nos convém."

exato, Artur. e mais, o bias é, na maior parte das vezes, absolutamente não intencional. não existe um grupo de jornalistas reunidos numa salinha decidindo "como podemos ser mais liberais ainda, hoje?".

o problema todo é que o jornalismo (este tempo todo estou falando de hard news, nada a ver com opinião) é, acima de tudo, um processo editorial. mais do que na maneira com que são escritas as matérias, o bias está na decisão de quais matérias terão espaço e quanto espaço terão.

agora, se tivermos em conta o fato de que agenda setting é coisa de comunista paranóico (e eu não consigo parar de achar engraçado ver tantos conservadores requentando uma teoria da comunicação inventada décadas atrás por comunistas), a necessidade de ter um jornal "balanceado" começa a não fazer, necessariamente, muito sentido.

a única razão que deveria levar o NYT a pensar em arranjar mais repórteres e analistas conservadores seria para angariar novos leitores. mas a decisão talvez alienasse antigos leitores, então esta seria uma decisão que precisaria de uma grande pesquisa de mercado.

afora isso, o jornal e seu corpo editorial têm que estar preocupados em publicar aquilo que acham que merece ser publicado, com o que julgarem ser a melhor qualidade possível. para tomar um exemplo muito próximo de mim, qualquer pessoa que tiver que trabalhar dois meses na Zero Hora vai descobrir que o jornal é como é porque quem manda lá dentro acredita, piamente, que está fazendo o melhor jornal possível dentro de suas limitações.

quanto a declarar, abertamente, o bias, há dois problemas. primeiro, o que já comentei de que ele quase nunca é proposital, os jornais apenas publicam o que consideram os fatos importantes, da maneira mais informativa possível. o bias existe, é claro, mas não é uma coisa premeditada, em muitos casos sequer é óbvia para quem está lá dentro. então, assumi-lo seria um trabalho meio ridículo.

ademais, seria um trabalho desnecessário. a não ser que, como parece ser o caso com tantos críticos conservadores, julgue-se que o público não tem capacidade de tomar decisões por si só e seja facilmente manipulável pela mídia (mais um discurso com direitos autorais da esquerda comunista). me sinto meio ridículo tendo que explicar isso para pessoas que defendem o livre mercado, mas as pessoas irão atrás das notícias que mais lhe "agradarem".

como demonstra o aumento da audiência da Fox News conforme cresce o contingente da direita nos EUA.

voltando à origem toda dessa discussão, repito que a pesquisa em questão não tem significância nenhuma. a diferença entre a orientação política do público em geral e de jornalistas não significa, por si só, nada exceto isto mesmo.

Cláudio said...

Bem, eu creio que o bias existe e não é tão acidental, mas também creio que não é combinado numa salinha. Acho que decorre mais de má formação e da ânsia de querer "fazer a diferença" ou "mudar o mundo". Ou seja, o jornalista realmente acha que está agindo em prol do bem comum ao divulgar um memorando falso ou omitir notícias que possam de alguma forma favorecer o "inimigo".

Achar que pessoas fazem más escolhas e podem ser mal informadas nada têm a ver com a crença no livre mercado. Aliás, o mercado está aí justamente para premiar quem faz boas escolhas e punir que faz as más.

Uma pergunta: existem dados que evidenciam um crescimento da direita nos EUA? Gostaria de ter acesso a eles.

Paulo said...

Solon,
Eu nao falei so do NYT, eu o citei como exemplo (e depois citei a Fox News como exemplo).

Quanto ao bias ser totalmente indireto, nao acho que seja o caso. Logicamente nao eh combinado em salinha e muito menos coordenado por forcas misteriosas. Mas eu posso te citar casos como o do LA Times, que circulou uma nota interna alertando os jornalistas a tomarem potos de vista mais netros porque o jornal estava perdendo leitores que reclamaram do bias.

Alias, tudo isso que eu estou falando ja meio que esta acontecendo. Todos os grandes jornais (novamente a unica excecao eh o WSJ) esta cortando gastos e reestruturando. O LA Times eh novamente um bom exemplo.

So acho que poderiam ser mais abertos no processo. E nao vejo nada de comunista nisso tudo. A teoria que a imprensa influencia o povo nao eh exclusiva dos marxistas. E na minha opiniao pessoal, eh muito provavel que o povo seja influenciado em um certo nivel.

Claudio,
Postei uma pesquisa do Pew alguns meses atras e o que ela mostra eh que o numero de conservadores continua estavel - por volta de 30% da populacao. Os Liberais sao o grupo mais populoso, com quase 40%.

[]s

Cláudio said...

É Paulo, nem acredito que estamos discutindo a influência da imprensa na formação de opinião, principalmente das classes baixa e média. Muitas das pessoas que trabalham comigo têm como ÚNICA fonte de informação o "Globo Online". Entre as que lêem alguns livros, boa parte só lê os best sellers recomendados... Pelos meios de comunicação.

Solon said...

meu deus do céu. vocês tão soando igual àqueles estudantes de comunicação que andam pela faculdade com camisetas do Che Guevara.

já podem escrever colunas para a Caros Amigos ou Carta Capital.

Miguel de Cervantes said...

Boa tarde, Paulo.

Desculpe-me pela intromissão, mas acho que a discussão lá no blog do Smart tem tudo a ver com esta sobre o "viés esquerdista". E este seu blog é muito mais democrático que o de lá, comprovadamente. Ali o rapaz que se diz "liberal" cometeu censura a este meu comentário que nada tinha de ofensivo. Reproduzo abaixo pra quem quiser conferir.
Questionava o protegidinho do Smart, o comunista-democrático Artur (ele que anda por aqui), o que significava o tal de "clima 54". Acho que por aqui o Artur não fugiria da briga.;b

Obrigado, Paulo, apague se quiser.

Aí vai meu comentário:

Olá, Artur!

Você, como um comunista (ainda, né?) de boa cepa, e portanto um autoridade em democracia, poderia nos explicar o que significa esse 'clima 54'? Espero que '54' não seja um upgrade presidencial da cachaça da boa idéia (sabe-se que o presidente é chegado numa caninha). Será que esse clima '54' não é a noite de cristais, ou a noite da quebra dos tubos de ensaio pelo campesinato de Via Campesina?

Sabe como é com Lula, Chaves, Morales e que tales alguém por aí diria que tem um cheiro de '35' no ar. Shh...Isso é passado, e só restou o Rei Artur (o rei está nu?) ;)

Ah, o Corvo (de Poe?), Abuh Graib, Guantánamo, etc. vem aí uma onda edificante dessa gente bronzeada com mais de 200 anos de democracia dando lição em quem já mandou Dona England pastar. Lindo.

Smart, como é que ninguém pauta o seu blog?

Ora, seu blog é pautado pelo Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Mídia sem Máscara e Wunderblogs, essas figuras que você tanto admira. Você não tem controle sobre o seu blog, meu caro.

:)

Cláudio said...

http://en.wikipedia.org/wiki/Appeal_to_ridicule

Mais usado que nunca!

Jorge Nobre said...

Quando eu tiver tempo verei isso (em abril, eu acho).

Por agora, e saindo um pouco do assunto do post, eu vou só pedir para o Paulo (ou para o Cláudio, que também deve saber) onde eu acho um site sobre pesquisas, nas eleições municipais americanas. Soube lá no Alex Castro que o Nagin será candidato a reeleição em Big Easy, mas o Alex Castro não acompanha as pesquisas.

Porque a esquerda gosta de culpar o Bush, a direita diz que a culpa maior foi de Nagin e Blanco, mas e o povo de NO? Eles são os maiores interessados. (O Bush ganhou na Luisiania. E em NO?)

Jorge Nobre said...

http://www.coxandforkum.com/archives/000660.html

Artur said...

Cada Cervantes tem o Rocinante a que faz jus. E divide leitos com as Tobosos que o atraem.
Já ser Migué é pura opção do indivíduo.
De minha parte só tenho a declarar que o sanduíche de pernil com abacaxi consta em minha lista de 7 maravilhas do mundo moderno.

ET: se a referência necessitar de explicação, solicito que o carioquìssimo Cláudio a dê.

Miguel de Cervantes said...

Hum,

Chamar de Migué é criativo.

Quer dizer que o nosso Artur- Comunista fugiu do assunto, não sabe o que dizer, e aqui não pôde pedir a proteção do irmão mais velho...Típico. O Artur é um caso de anacronismo precoce, parece aqueles oradores empoladinhos de clube de campo da terceira idade, versando sobre as propriedades medicinais da bromélia.

Deve ser difícil para o Fristão coadunar comunismo com a propriedade privada; o micro em que escreve - tristeza - por certo não é estatal, talvez ele more de aluguel por idealismo...

Entre seus traumas está a difícil missão de provar que não existem mais comunismo e comunistas, sendo ele mesmo um exemplar (o último?) empalhado da espécie.

Fiquei decepcionado, achei que o Artur não tivesse vergonha de se assumir como viúva alegre da foice e do martelo. Mas ele amarelou.

Um abraço.

Artur said...

Miguelito,
Acho que estás apaixonado. Pena que será platônico, pois não és o tipo de homem que me atrai.
Quando chegares a wundermeister barbudo ou a Nobre Daia, talvez, mas sem beijo na boca.

Luis said...

Vixe,

Quer dizer que além de comunista o Arthur é bicha?
Por que ele não responde as perguntas?

Arthur, vc é ou não é comunista?