Saturday, June 11, 2005


Sábado, 11 de junho, 2005

Ah Bill...

Fomos ver o Bill Maher ao vivo nessa quarta passada. Eu, minha mulher, e aparentemente todos os democratas da região de Washington. Provavelmente eramos os únicos do teatro sem tatuagem, piercing ou bandanas. Ah, provavelmente os únicos também a não gritar "Uh Uh" a cada 3 segundos.

Anyway, eu já tinha comentado que apesar de achar o Maher looney left, assisto o programa dele toda semana. Estava esperando que o show fosse parecido com o programa de TV, quer dizer, estava otimista mas sabia que o lado loony poderia prejudicar.

Infelizmente, foi uma decepção.

Os primeiros dois terços do tempo foram inteiramente dedicados ao Bush. Uma piada boa aqui e ali, mas no geral somente as mesmas rotinas de sempre. Ele até admitiu que a birra com o Bush é exagerada ("When Blair talks about the war it makes a lot of sense to me!") e criticou os democratas aqui e ali, mas mesmo assim essa ênfase no Bush parecia mais paranóia (ou falta de material) do que qualquer outra coisa.

Quando estavamos quase desistindo, ele deixou a política de lado e tudo melhorou. A melhor parte foi quando ele "traduziu" letras de rap para "white".

Mas mesmo assim, o show foi muito abaixo de esperado. Além do material muito batido, tudo foi muito scripted. O wit que ele passa no show da TV se perde nas piadas lineares e punch lines óbvias.

Por último, uma observação. Nao sou cristão, mas imagino se seria possível fazer as piadas que ele fez com outras religiões sem ser chamado de "anti" alguma coisa. Tirar sarro é uma coisa. Mas se ele dissesse que ser muçulmano é uma doença mental, acho que ele teria problemas.

Bom, mas ele também comparou cafeína com cocaína numa diatribe à favor da maconha. Deve ser a tal "liberdade artística" em ação.

Way too looney for me.

1 comment:

Fernando said...

Acho que o Bill consegue se sair bem quando tem convidados que lhe dêem espaço para falar das controvérsias que ele gosta tanto. Nunca assisti ao show dele na HBO, mas me parece que o problema é por aí. Já deu uma olhada no livro dele? Tb não consegue sair da mesma repetição em que anda desde o 9/11. Abraços.