Friday, July 08, 2005

Poderia ser verdade...


Mas não é.

Meu post preferido sobre este conundrum foi o A mentalidade servil, do Passa o sal (um dos meus novos favoritos).

O Fernando destacou o discurso do Ken Loonystone, Prefeito de Londres. Eu fico um pouco mais otimista quando vejo partes da esquerda acordando para a insanidade desses radicais islâmicos.

Mas ainda falta muito chão. O Friedman, para variar, matou na mosca : "When jihadist-style bombings happen in Riyadh, that is a Muslim-Muslim problem. That is a police problem for Saudi Arabia. But when Al-Qaeda-like bombings come to the London Underground, that becomes a civilizational problem." Ele ainda tem esperança de que os muçulmanos consigam controlar o problema de dentro, mas eu sinceramente duvido.

Uma hora ou outra vamos ter que encarar essa guerra do jeito que ela se apresenta. Vamos ter que parar com essa loucura de ficar dizendo que o Bush foi um demônio por ter atacado um país terrorista X e não um Y, que ele só queria petróleo, ou que ele queria vingar o papaizinho dele. Vamos ter que parar de achar que radicais islâmicos são culpa exclusiva do Ocidente e que o problema tem que ser resolvido burocraticamente por aqui, e não na fonte (e muitas vezes utilizando violência).

Poucos concordaram sobre o que eu falei sobre o Iraque, e hoje com a cabeça mais fria eu digo o seguinte: o Iraque é a segunda grande batalha dessa guerra. Pode ter sido mal escolhida, por ter sido mal executada, mas é o que é. A primeira grande batalha, 9/11, foi perdida depois de anos de pequenas derrotas (Cole, embaixadas na Africa, etc) e reações covardes.

É provavelmente a última chance de acabarmos com essa guerra num periodo relativamente curto e com um número relativamente baixo de vítimas. Uma guerra no Irã ou Arábia Saudita será um Iraque multiplicado por 100.

A hora tem que ser agora.

UPDATE

Vale muito a pena ler este post do 'O Insurgente' sobre a política e a economia do terrorismo.

5 comments:

Daniela said...

fico até encabulada com a menção tão honrosa... não sei se mereço, mas fico feliz. feliz mesmo eu fico de poder ter diálogos assim. bom que você achou meu blog, e agora também encontrei o seu! é pra essas conversas que quis entrar na blogosfera...

Leonardo said...

Não consigo cair nesse argumento pacifista de que a guerra do Iraque foi mal escolhida ou mal executada.

Pra mim foi uma forma brilhante de levar o campo de batalha da sua própria casa pra casa do inimigo, o que é uma das coisas mais vitais em qualquer guerra.

Há até um paralelo histórico, como em quase tudo na vida: quando Aníbal atacou Roma, o Senado mandou o exército defender os portões até o último homem. Ao invés disso, o general Scipio Africanus atacou a capital inimiga, Cartago, obrigando Aníbal a desistir de Roma pra lutar em seu próprio território. Quem venceu, não é difícil imaginar. Após a vitória, Roma só voltou a ter um inimigo à altura mil anos depois de ter destruído Cartago.

Fernando said...

Paulo, agradeço a citação. Se a esquerda (ou mesmo a direita) achar que faço parte dela, então estão em maus lençóis. Discordamos de muitas coisas, mas não vou defender assassinos. Nisso minha opinião não mudou em nada, desde muito antes do 9/11. Assim como vc, me reservo o direito de escolher o que é certo, independentemente de que campo ideológico o apoia.

[]s

Claúdio said...

Deixa eu meter a colher sem ser chamado: Daniela, merece a menção honrosa sim.

Fernando said...

Bem, não posso dizer que não fui chamado, mas vou concordar com o Cláudio: Daniela merece mesmo a menção.