Jogos de guerra
De vez em quando a política americana fica interessante. Recap dessa semana:
- A discussão sobre uma eventual retirada das tropas do Iraque esquentou depois da declaraçao do Democrata John Murtha, de que as tropas 'viraram o inimigo' e que deveriam ser retiradas em 6 meses.
- Depois que a Sheehan saiu de cena (e vai faturar seus dólares com um livro - não te disse Fernando?), os Democratas precisavam de um novo herói anti-guerra. E nada melhor do que um veterano do Vietnã, que votou sim na resolução da guerra do Iraque (assim como fez a maioria Democrata), mas que agora 'entende seu erro'.
- Numa jogada rápida, os Republicanos forçaram os Democratas a votar uma proposta que faria exatamente o que estava pedindo o Murtha: Retirada das tropas num periodo de 6 meses.
- Os lideres Democratas, Nancy Pelosi, Chuck Schumer e Ted Kennedy (o triunvirato da incompetência) ficaram totalmente revoltados. Como assim 'vamos votar então'? Afinal, falar é uma coisa. Fazer é outra! Na hora do voto, arregaram totalmente (resultado final foi 403 a 3).
Resumindo, foi um legítimo checkmate político: Os Democratas ficaram acuados entre se responsabilizar sobre a retirada das tropas (algo que não verdade eles não querem) ou deixar de apoiar o novo testa de ferro do momento.
Os Republicanos conseguiram, pelo menos por enquanto, mostrar o quão politizado esse assunto do Iraque está. Lógico que a situação no Iraque é complicada, mas apesar dos pesares, o processo político continua avançando. Uma retirada agora seria não somente uma declaração de fracasso no Iraque, mas um convite para mais terrorismo em outras partes da região (como o Afeganistão).
Os Democratas estão de olho nas eleições do ano que vem, e o sentimento anti-guerra é o maior aliado, o chamado 'unificador' deles.
A guerra política deve se tornar cada vez mais brutal.






